Degelo na Antártida pode diminuir com menos emissões de gases

Fenômeno é inevitável, mas cortes de emissão de gases podem atrasar até o ano de 2100; aumento do nível do mar é principal consequência

Degelo está relacionado ao aumento do nível do mar
Foto: Reprodução/ Freepik
Degelo está relacionado ao aumento do nível do mar

O degelo na Antártida pode ser diminuído pelos próximos 74 anos, mas é inevitável, de acordo com estudo publicado na revista Nature Geoscience . Os resultados mostram que há, pelo menos,  92% de probabilidade de que a camada de gelo da Antártida continue perdendo massa ao longo do século XXI, mesmo sob o cenário mais agressivo de redução de gases do efeito estufa .

A pesquisa analisou simulações sobre o comportamento das camadas de gelo por meio de aprendizado de máquinas . Foi possível identificar variáveis e comparar o comportamento com os dados coletados por satélite entre 2002 e 2021 para ajustar estimativas.

Consequências

A maior reserva de água doce congelada do planeta está sofrendo os impactos do aumento da temperatura global . Com o oceano mais quente, o gelo se fragmenta e se desloca para o oceano, o volume de água aumenta e o nível do mar sobe.

De acordo com a pesquisa, em um cenário de altas emissões de gases, a estimativa de aumento do nível médio global do mar proveniente exclusivamente do derretimento e da perda de gelo da Antártida, é de 3,4 cm. Enquanto isso, a estimativa para um cenário de baixas emissões é de 6,1 cm.

Os pesquisadores destacam que os efeitos das emissões atuais geram resposta na Antártida nas próximas décadas e que analisar este comportamento pode ser importante para criar estratégias de proteção e planejamento para cidades costeiras diante da elevação do nível do mar.