
Um ciclone deve se formar no oceano e reforçar a instabilidade no Rio Grande do Sul, em um cenário que pode provocar chuva extrema entre este domingo (27) e terça-feira (29). Segundo a MetSul Meteorologia, alguns pontos do estado podem acumular entre 200 mm e 300 mm de chuva no período.
A previsão indica que a chuva começa a ganhar força neste domingo (27), mas os maiores volumes devem ocorrer principalmente na segunda-feira (28) e na terça-feira (29). O cenário preocupa pela quantidade de precipitação concentrada em poucos dias.
Os modelos meteorológicos apontam uma faixa de chuva volumosa que atravessa o Rio Grande do Sul, começando pelo Oeste e passando pela Campanha, Centro, Vales e Serra.

Em diferentes municípios dessa área, os acumulados podem ficar entre 100 mm e 200 mm até o fim da terça-feira. Algumas simulações, porém, projetam volumes de 200 mm a 300 mm em pontos isolados.
Porto Alegre, a Região Metropolitana e o Litoral Norte também aparecem em algumas projeções como áreas que podem receber volumes elevados. A localização exata das maiores chuvas ainda apresenta divergências entre os modelos.
Como o ciclone vai influenciar o tempo
O episódio começa com uma massa de ar muito quente sobre a região central do continente. Esse calor favorece a formação de uma frente quente sobre o Rio Grande do Sul.
Na sequência, uma área de baixa pressão deve intensificar a instabilidade na segunda-feira e dar origem a um ciclone no oceano. O sistema será acompanhado por uma frente fria, que deve avançar pelo estado na terça-feira e provocar mais chuva.
A instabilidade aumenta neste domingo (27), quando a chuva deve atingir grande parte do estado. Oeste, Centro, Sul e áreas do Leste gaúcho estão entre as regiões com maior possibilidade de precipitação.
Há previsão de chuva forte, raios e trovoadas. Temporais isolados também podem ocorrer, embora o risco de tempo severo seja considerado maior entre segunda e terça-feira.
A sequência de chuva aumenta o risco de alagamentos, elevação de rios e transtornos provocados pelo excesso de água, especialmente nas áreas onde os maiores acumulados forem confirmados.