Vorcaro trabalha na horta da Papudinha para reduzir tempo de pena

Além da jardinagem, o ex-banqueiro e dono do Banco Master, passa tempo na prisão lendo livros, assistindo a TV e se reunindo com sua equipe de defesa

Após decisão do STF, Daniel Vorcaro foi transferido para a Papudinha, em Brasília
Foto: Reprodução
Após decisão do STF, Daniel Vorcaro foi transferido para a Papudinha, em Brasília

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está cuidando da horta e trabalhando na jardinagem na carceragem 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde está preso desde junho. A atividade pode reduzir o tempo de cumprimento da pena, em caso de condenação, de acordo com informação foi divulgada pelo Metrópoles.

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Além da jardinagem, Vorcaro tem passado o tempo na prisão lendo livros, assistindo a televisão e se reunindo com sua equipe de defesa;  são 23 advogados autorizados a visita-lo na Papudinha e que chegam a permanecer até 6 horas em conversa com o ex-banqueiro.

A Papudinha, que fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, existe para custodiar presos que não podem dividir cela com a população carcerária comum, seja por risco, função exercida ou prerrogativa legal.

Historicamente, ela abriga policiais militares detidos, autoridades com direito à Sala de Estado Maior e r éus de alta exposição pública, por decisão judicial.

A cela e os condenados na trama golpista

Vorcaro ocupa atualmente a cela que foi usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado , que ficou na unidade depois de ser transferido em janeiro de 2026.

De lá, Bolsonaro foi internado para tratar uma broncopneumonia e, na alta hospitalar, teve o pedido de prisão domiciliar humanitária acatado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes . O ex-presidente continua cumprindo pena em sua residência.


Além de Bolsonaro e Daniel Vorcaro, a unidade já recebeu nomes como Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal.

Os dois também foram condenados pelo Supremo no julgamento da trama golpista, no fim do ano passado.