Barracão onde adolescente foi encontrada estava trancado com correntes
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Barracão onde adolescente foi encontrada estava trancado com correntes

A adolescente Ana Clara, de 13 anos, que estava desaparecida em Anápolis,  cerca de 55 km de Goiânia, foi encontrada trancada em um barracão abandonado na tarde de quarta-feira (9). Um rapaz  de 19 ano s foi preso pela Polícia Civil como responsável por aliciar a menina pela internet e ajudá-la a fugir de casa.

O imóvel estava fechado por fora com corrente e cadeado. Segundo a delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, os policiais precisaram arrombar a entrada para retirar a adolescente.

“Ela foi colocada nessa casa abandonada, trancada por fora, com um cadeado, uma corrente. Então, ela não conseguia sair dali sozinha e nós tivemos que arrombar esse local”, afirmou a delegada.


Imagens do barracão mostram um imóvel praticamente vazio, com paredes desgastadas, pedaços de madeira bloqueando uma das entradas, um colchão no chão, uma cadeira e uma pequena pia.

A polícia chegou ao endereço depois de localizar o suspeito no trabalho. Abordado pelos investigadores, ele indicou o barracão onde havia deixado Ana Clara enquanto cumpria o expediente.

Ana Clara foi encontrada em boas condições de saúde e não apresentava lesões aparentes, conforme a Polícia Civil. Ela recebeu atendimento psicológico e foi encaminhada para exames antes de retornar aos familiares.

Plano para evitar a polícia

Segundo a investigação, Ana Clara conheceu o homem pelo Discord, plataforma de comunicação que permite a troca de mensagens, chamadas de voz e participação em comunidades virtuais. Os dois mantinham contato havia algum tempo.

A delegada afirmou que o suspeito participou diretamente do planejamento da saída da adolescente. Ele teria orientado a menina a deixar o celular em casa e analisado com ela a posição de câmeras instaladas nas proximidades da residência, com o objetivo de evitar que o momento da fuga fosse registrado.

De acordo com Aline Lopes, o próprio investigado disse que estava elaborando um “plano à prova de erros”. A adolescente deixou a residência durante a madrugada e encontrou o homem, que a levou inicialmente para o local onde morava. [A polícia afirma que o suspeito estudou as câmeras e orientou a menina a não levar o celular.

Delegada aponta aliciamento

A adolescente inicialmente demonstrou não querer deixar o imóvel, segundo a delegada. Aline ressaltou, porém, que essa circunstância não afasta a possível responsabilidade criminal do adulto nem significa que a menina tivesse condições legais para consentir com eventuais atos sexuais.

“É próprio da idade. A própria lei reconhece que ela não tem capacidade de consentir. Um homem de 19 anos dá instruções para que ela fuja de casa sem ser descoberta, para que a família ou a polícia não a ache. É uma forma clara de aliciamento”, afirmou.


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