Policiais apreenderam grande volume de dinheiro em cofre durante a operação
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Policiais apreenderam grande volume de dinheiro em cofre durante a operação

Uma operação contra uma organização criminosa suspeita de movimentar R$ 60 milhões por meio de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro cumpriu mandados em Goiás nesta quinta-feira (20). Deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a Operação Cartiera contou com o apoio da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e de forças policiais de outros três estados.

Ao todo, foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão, cumpridos no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina. Cerca de 100 policiais participaram da ação. A PCDF, no entanto, não informou quantos dos mandados foram cumpridos especificamente em território goiano, nem as cidades onde ocorreram as diligências.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da PCDF. Segundo o delegado Paulo Fernando Coppe, responsável por apresentar informações sobre a operação, o grupo é investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro, furto mediante fraude praticado por dispositivos de informática, estelionato eletrônico e falsidade ideológica.

De acordo com Coppe, os investigados teriam movimentado valores milionários a partir de fraudes praticadas no sistema financeiro e contra empresas e escritórios de advocacia. A Justiça do Distrito Federal autorizou o bloqueio de valores que pode chegar a R$ 60 milhões, além do sequestro de bens relacionados aos investigados.

“O grupo criminoso movimentou esses valores em decorrência da prática de diversas fraudes no sistema financeiro e junto a empresas e escritórios de advocacia”, afirmou o delegado. Segundo ele, as medidas judiciais atingiram bens móveis e imóveis, veículos de luxo, contas bancárias e contas atribuídas a empresas de fachada ou fictícias.

O comunicado oficial da PCDF informa que foram determinados o sequestro de cinco veículos de luxo e de dois imóveis avaliados, em conjunto, em mais de R$ 3,5 milhões. Também foi autorizado o bloqueio de contas e outros ativos financeiros, em montante que pode ultrapassar R$ 60 milhões. Segundo a investigação, o valor é compatível com o volume de recursos movimentados pela organização durante o período apurado.

Esquema pulverizava dinheiro entre diversas contas

Segundo a PCDF, a organização possuía integrantes responsáveis por diferentes etapas das fraudes. O esquema começaria com a obtenção irregular de credenciais bancárias das vítimas por meio de dispositivos de informática. Depois da retirada dos valores, o dinheiro era rapidamente distribuído entre contas de terceiros em sucessivas transações.

A estratégia, conforme a investigação, serviria para dificultar o rastreamento do dinheiro, esconder sua origem criminosa e posteriormente reinseri-lo no sistema financeiro com aparência de legalidade.

Uma das principais linhas de investigação aponta ainda para a existência de uma estrutura profissional de lavagem de dinheiro. O principal alvo da operação é apontado pela polícia como um possível “lavador profissional”, responsável por movimentar, ocultar e reinserir recursos ilícitos no sistema financeiro para diferentes organizações criminosas.

De acordo com a PCDF, estruturas desse tipo funcionam como prestadoras clandestinas de serviços financeiros para o crime organizado, disponibilizando contas, empresas e mecanismos de movimentação patrimonial a grupos distintos.



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