Petrobras confirma descoberta de petróleo na costa do Amapá

Segundo a estatal, ainda não é possível mensurar o tamanho da reserva encontrada; perfuração do poço levará entre 15 e 20 dias para terminar

Sonda de perfuração NS-42, responsável pela perfuração do poço em águas profundas do Amapá
Foto: Divulgação/Petrobras
Sonda de perfuração NS-42, responsável pela perfuração do poço em águas profundas do Amapá

A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d'água de 2.886 metros. A informação foi anunciada nesta segunda-feira (17) pela presidente da empresa Magda Chambriard, durante uma coletiva de imprensa em Oiapoque (AP), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de outras autoridades do governo.

Magda Chambriard afirmou que ainda não é possível mensurar o tamanho da reserva de petróleo presente na região e disse que a perfuração do poço ainda levará de 15 a 20 dias para terminar.

Mas já é possível afirmar, de acordo com a presidente da Petrobras, que o otimismo da estatal em relação à margem equatorial brasileira se confirmou.

Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país
Magda Chambriard, presidente da Petrobras


Alto potencial petrolífero

A Margem Equatorial é uma região marítima no norte da América do Sul que se estende da Guiana ao Rio Grande do Norte, na costa do Brasil, com alto potencial petrolífero. Na Guiana e no Suriname, países vizinhos do Brasil e contíguos a essa área, já foram descobertas grandes reservas de petróleo, reforçando a expectativa de depósitos petrolíferos relevantes também no lado brasileiro.

Mapa da descoberta de hoidrocarbonetos na Foz do Amazonas
Foto: Divulgação/Petrobras
Mapa da descoberta de hoidrocarbonetos na Foz do Amazonas

Na sexta-feira, a Petrobras já havia anunciado a  descoberta de hidrocarbonetos em poço exploratório na perfuração no bloco FZA-M-59, o poço Morpho, naquela região da Foz do Amazonas. Hidrocarbonetos são componentes químicos de petróleo e gás natural e servem como matéria-prima essencial para combustíveis, plásticos e borrachas.

“Brent com louvor”

Antes da confirmação da descoberta, em Oiapoque, o presidente Lula visitou o navio-sonda responsável pelo trabalho de perfuração em águas profundas.

O presidente relatou que questionou Madga Chambriard sobre a qualidade do petróleo, se o óleo encontrado era do tipo “Brent”, considerado uma referência de alta qualidade no mercado . Segundo o presidente, ela respondeu: “É mais que Brent, é Brent com louvor”.

Perfuração de poços na Bacia da Foz do Amazonas

Também nesta segunda, durante a agenda em Oiapoque, a presidente da Petrobras confirmou que a  estatal protocolou pedido de nova licença ambiental no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama ) para avançar na campanha exploratória na região e perfurar mais 3 poços na região.

De acordo com a Petrobras, as operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas.

Sobre a descoberta de hidrocarbonetos na costa do Amapá, a estatal divulgou que o componente foi constatado através de perfis elétricos e indicativos em rocha.

A atuação da Petrobras no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa
Petrobras


A Petrobras é a operadora do bloco, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional de Petróleo (ANP), em 2013, sob o regime de concessão, e detém 100% de participação na área.

Ainda segundo a estatal, o Plano de Negócios 2026-2030 prevê um investimento de US$ 2,5 bi na região nos próximos cinco anos e a perfuração de 15 novos poços. O objetivo é elevar substancialmente as reservas brasileiras de óleo e gás, estendendo a autossuficiência energética para além de 2035.