Decisão do TSE restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL

Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, determinou exclusão do vínculo com Partido Missão, liberando registro de candidatura

Ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral
Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF
Ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento imediato da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL e a exclusão do vínculo com o Partido Missão. O ministro ordenou, por meio de decisão, que a filiação ao PL seja restabelecida desde a data original, em 30 de novembro de 2021, preservando a continuidade do vínculo partidário.

O candidato à Presidência pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, não conseguiu registrar sua candidatura , após aparecer filiado ao partido Missão nos registros da Justiça Eleitoral. A decisão de Nunes Marques também libera o sistema para que a campanha possa registrar a candidatura de Flávio.

Com ela, o TSE atendeu integralmente ao pedido de urgência apresentado pela defesa do senador.

Após a desvinculação do Missão, a campanha de Flávio deve registrar sua candidatura à Presidência da República pelo PL e do seu plano de governo ainda nesta quinta-feira.

Flávio Bolsonaro marcou a apresentação do seu plano de governo, batizado de “Para o Brasil Vencer o Atraso”, para esta quinta, em transmissão ao vivo nas redes sociais também nesta quinta.

Justificativas

O ministro Nunes Marques considerou que documentos apresentados pela defesa comprovam que Flávio estava regularmente e exclusivamente filiado ao PL e que, poucas horas depois, o sistema passou a indicar o cancelamento desse vínculo e a filiação ao Missão, sem manifestação de vontade do senador.

Segundo ele, “a filiação partidária é condição de elegibilidade e não pode ser retirada por ato de terceiro sem a manifestação de vontade do filiado. Destacou ainda na decisão que o Missão já possui candidato próprio ao mesmo cargo. Para o ministro, essa circunstância torna “inverossímil” que o senador tivesse decidido voluntariamente migrar para a legenda.


Marques também pediu a preservação "dos registros de log e e de acesso" ao sistema de filiação partidária e o envio à Polícia Federal (PF) do processo e dos documentos para instauração de investigação para apurar a "autoria, das circunstâncias e do contexto".

Mais cedo, o TSE negou que a inclusão do nome do senador no sistema tenha ocorrido por meio do hackeamento  e disse que houve "uso indevido" da ferramenta.