
O jornal "The Washington Post" revelou nesta semana uma operação secreta da CIA para retirar Donald Trump em segurança da Turquia, onde participava de um encontro da OTAN.
O presidente dos Estados Unidos estava na mira do Irã e ele precisou trocar de avião antes da decolagem. Para despistar os inimigos, ele deixou o Air Force One, alvo de um possível míssil iraniano, e entrou em um caminhão de entrega de alimentos. De lá embarcou numa outra aeronave, em direção ao Reino Unido, sem que fosse visto.
O caso aconteceu no mês passado, mas foi confirmado só agora pela Casa Branca.
Até aí, ok.
O problema é que, para despistar o possível míssil, a CIA manteve o alvo original na suposta rota iraniana. E o Air Force One estava cheio de assessores e jornalistas que cobriam a visita do presidente a Ancara e não sabiam que eram usados como iscas pela CIA.
Caso o míssil viesse, ele não acertaria Trump, mas mataria muita gente.
Os repórteres que estavam no avião relataram que o Serviço Secreto mandou, por exemplo, que as janelas persianas fossem abaixadas durante a decolagem. A ideia era confundir os possíveis agressores.
Resumindo: Trump salvou a própria pele e deixou um monte de gente pra trás para morrer, caso precisasse.
É o oposto da ordem ditada por capitães de navios, que em caso de naufrágio ordenam o salvamento prioritário de mulheres e crianças.
A imagem do líder que escapa e deixa quem não importa para trás é sintomático dos rumos de um país inteiro.
Trump faz da Casa Branca um trampolim para negócios privados, dele e da sua família. Se sentir que está em risco, não pensa duas vezes em deixar quem está ao lado dele para trás.
No salve-se quem puder, só se salvaria quem realmente pudesse. Ele mesmo. Os demais que se explodissem. Literalmente.