Produtos Ypê que foram proibidos no início do mês
Marcela Gonzaga/iG
Produtos Ypê que foram proibidos no início do mês

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (29) a retomada da produção na Química Amparo, fábrica no interior de São Paulo. Também foi autorizada a comercialização e o uso dos produtos lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes identificados pelo final de lote “1” fabricados a partir de 1° de abril de 2026.

Foi um fim de tarde de comunicados e erratas da Anvisa. A Agência havia informado, em nota oficial publicada às 17h21, que estavam liberados a comercialização e uso dos produtos lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes identificados pelo lote com final "1" da marca, fabricados a partir de 1° de abril de 2026.  Depois,  informou que a informação estava errada, corrigindo a nota oficial às 18h18.

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Segundo errata da Anvisa, apenas a fábrica em Amparo está apta a retomar suas atividades de forma imediata, mas a suspensão dos produtos continuava.

E, por último, às 22h42, numa terceira correção, a agência divulgou que, além da fábrica, também tinha liberado a venda e uso do  lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes  fabricados a partir de 1° de abril.

Risco de contaminação microbiológicas

No último dia 7 de maio, a Anvisa suspendeu a produção e a comercialização dos produtos  após identificar risco de contaminação microbiológicas em itens fabricados na fábrica de Amparo.

A medida ocorreu após uma fiscalização conjunta com órgãos de vigilância de São Paulo e do município de Amparo, realizada no final de abril, que detectou 76 irregularidades em etapas críticas da produção.

Antes disso, em novembro do ano passado, a Ypê havia anunciado um recolhimento voluntário cautelar de lotes após identificar a bactéria Pseudomonas aeruginosa exclusivamente em lava-roupas líquidos.

No dia 8 de maio, um dia depois da suspensão, a Ypê apresentou um recurso administrativo que suspendeu temporariamente as punições da Anvisa até o julgamento final do colegiado, que acabou mantendo a suspensão.

Reinspeção na fábrica

Nesta sexta, a liberação da produção foi concedida após uma reinspeção conjunta realizada pela agência em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, o Grupo de Vigilância Sanitária Campinas e a Vigilância Sanitária de Amparo.

Segundo o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e o diretor responsável por fiscalizações na autarquia, Daniel Pereira, foi constatada adequação das principais ações corretivas que têm sido implementadas pela Ypê desde a suspensão de duas linhas de produção da fábrica.

A empresa apresentou um plano de ação para atender os 76 requisitos sanitários identificados na inspeção conjunta realizada em abril deste ano.

Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira Leandro Safatle, presidente da Anvisa



Safatle acrescentou que “as esferas municipais, regionais e estaduais da vigilância sanitária, bem como a Anvisa, continuarão monitorando as ações corretivas em implementação, constantes do plano de ação apresentado pela empresa”.

Orientações para produtos que continuam suspensos

Em relação aos produtos que continuam suspenso, a orientação é que eles permaneçam armazenados em local seguro, já que  “sua liberação ocorrerá à medida em que a empresa apresentar laudos de laboratórios autorizados pela Anvisa”.



O iG entrou em contato com a Ypê e aguarda posicionamento da empresa sobe a decisão desta sexta da Anvisa. O espaço segue aberto.

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