Ex-governador do RJ, Cláudio Castro
Pedro França/Agência Senado
Ex-governador do RJ, Cláudio Castro

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) é alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), na manhã desta terça-feira (26), que investiga aportes de recursos do estado em fundos ligados ao Banco Master. Essa é a segunda vez que a PF faz buscas nos endereços ligados ao político;  a primeira foi no dia 15 de maio deste ano.

Segundo as investigações, o governo Castro teria transferido cerca de R$ 3 bilhões para o conglomerado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro , preso durante a Operação Compliance Zero. Esse montante teria partido, de acordo com a PF, do Rioprevidência e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). 

Ao todo, a Polícia Federal (PF) cumpre 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Segunda operação em menos de 15 dias

No dia 15 de maio, Castro foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. Agentes foram até a casa do político, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense, para cumprir mandados de busca e apreensão. 

As equipes policiais chegaram às 6h na cobertura onde mora Cláudio Castro. Era 8h40 quando os agentes deixaram o condomínio com malotes cheios.

A ação fez parte da  Operação Sem Refino, assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que investiga a Refit , a antiga Refinaria de Manguinhos, suspeita de esconder patrimônio e mandar dinheiro para fora do país.

Segundo a PF, o grupo é investigado por suspeitas de fraudes tributárias e uso de empresas para ocultar bens e movimentações financeiras. A investigação também aponta irregularidades envolvendo uma refinaria ligada aos alvos da operação.

A operação

A ação da Polícia Federal na manhã de hoje é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro de 2026, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.

    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes