James Thorp Neto, presidente da Fecombustíveis
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James Thorp Neto, presidente da Fecombustíveis


O conflito escalar no Irã e a corda bamba da trégua" anunciada na última quarta-feira (8) têm gerado pressão e instabilidade sobre os preços do petróleo. Nesse cenário o biodiesel é colocado no centro das discussões no Brasil como alternativa para conter desabastecimento e menor dependência do combustível fóssil, por ser uma alternativa renovável.

No entanto, representantes do setor aponta que este combustível esbarra em uma realidade complexa: não é uma solução de curto prazo para o cenário atual.

Segundo o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes ( Fecombustíveis), James Thorp Neto, a principal barreira é técnica. Isso porque o combustível renovável exige rigor nos critérios de qualidade que "não podem ser negligenciados", além de "alerta" na logística.

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Ele explicou ainda, em entrevista exclusiva para o iG, que o produto por ter origem vegetal, gera resíduos que podem prejudicar o maquinário, causando entupimentos em bombas de abastecimento.

Tempo vs. segurança mecânica

Apesar de que exista uma expectativa pela elevação do percentual de 15% para 20% do biodiesel na mistura vendida nos postos - o que pode reduzir o custo no abastecimento - há um mecanismo legal e logístico que impede que isso ocorra no curto prazo, no caso da atual trégua nos conflitos internacionais.

Thorp explicou que a setor precisa de tempo para adaptar o fluxo e garantir - em termos de qualidade e segurança - que o produto que chega ao motor do cidadão não cause danos estruturais.

Para ele o biodiesel é uma alternativa viável de médio prazo, mas forçar sua entrada como um "tapa-buraco" econômico pode custar caro para o setor, impactando no custo final ao consumidor. 

O que defendemos é que existe a participação de todos os elos da cadeia, desde o refino, a distribuição, a importação e a revenda, para atingir o principal objetivo que é trazer o menos impacto para a população". James Thorp Neto, presidente da Fecombustíveis


Busca por saídas

A percepção do segmento é de que o biodiesel é um tema delicado e não deve ser tratado como uma "galinha dos ovos de ouro".

Enquanto a crise global de combustíveis é latente, os distribuidores e revendedores buscam rotas alternativas para "equilibrar o preço sem sacrificar a eficiência"ante conveniência econômica imediata que pode gerar problemas em cadeia. 


O biodiesel é produto consolidado no Brasil e produzido a partir principalmente da soja. O País está entre os maiores produtores do combustível no mundo e tem a região Sul como uma das principais produtoras.

Segundo últimos dados da Petrobras e Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais ( Abiove), enquanto o diesel bate a marca de R$ 7,58 por litro, o biodiesel é comercializado por R$ 5,50, em média. 

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