Duas crianças, de 9 e 11 anos, morreram durante incêndio que atingiu o Conjunto Ignez Andreazza, localizado na Zona Oeste do Recife, na madrugada desta quinta-feira (19). Segundo informações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), três adultos foram encaminhados ao Hospital da Restauração.
Seis viaturas do Corpo de Bombeiros foram usadas para controlar as chamas em um dos apartamentos . A corporação ressalta que informações iniciais indicam que seis pessoas residiam no local.
"Foi feita uma varredura na área para garantir a inexistência de outras vítimas, as chamas foram extintas, o rescaldo foi realizado e, por parte do CBMPE, o trabalho foi finalizado. O local permanece preservado para a realização dos trabalhos periciais".
Em comunicado, a Neoenergia Pernambuco informou que equipes da empresa estão no local. No entanto, não foi necessário desligar a rede elétrica da localidade, apenas do imóvel atingido pelo incêndio.
Grande quantidade de entulhos
Após o incêndio, o apartamento passou por perícia. Em entrevista à TV Guararapes, o perito André Amaral ressaltou que havia uma grande quantidade de entulhos no imóvel atingido pelas chamas. Segundo ele, o local abrigava um quantitativo expressivo de equipamentos eletrônicos e outros itens.
Ainda de acordo com o perito, as crianças foram encontradas carbonizadas próximas à janela do quarto . As causas do incêndio seguem sob investigação.
Sobre o Ignez Andreazza
Localizado na Zona Oeste do Recife, no bairro de Areias, o Conjunto Residencial Ignez Andreazza foi construído em 1983. Considerado o maior da América Latina, ele conta com 2.464 apartamentos em 176 prédios, divididos em 23 blocos.
O projeto do conjunto residencial foi elaborado pelo arquiteto carioca Acácio Gil Borsoi, com recursos para a construção vindos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), criado na década de 1960, pelo Governo Federal, com o objetivo de reduzir o déficit habitacional no Brasil.