Conheça os integrantes da Sintonia Final dos Estados e Países do PCC
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Conheça os integrantes da Sintonia Final dos Estados e Países do PCC

Um novo organograma elaborado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo (Dipol) detalha a atual estrutura hierárquica do Primeiro Comando da Capital (PCC) , organizada em 12 sintonias. Entre elas, a Sintonia Final dos Estados e Países aparece como o núcleo responsável por coordenar as ações da facção fora do território paulista, tanto em outros estados brasileiros quanto no exterior.

Segundo as investigações, essa sintonia representa a instância mais elevada de comando e operação do PCC fora de São Paulo. O grupo é formado por integrantes encarregados de supervisionar atividades disciplinares, estratégicas e operacionais em regiões onde a facção mantém células estruturadas.

Ainda de acordo com os investigadores, os membros dessa sintonia atuam em estreita ligação com a cúpula da organização, monitorando o comportamento dos integrantes, garantindo o cumprimento das ordens internas e articulando decisões que impactam a atuação da facção em âmbito nacional e internacional.

Veja abaixo quem são os integrantes da "Sintonia Final dos Estados e Países", segundo o Dipol.

1. Célio Marcelo da Silva 

Célio Marcelo da Silva, conhecido como “Bin Laden”
Reprodução/Dipol
Célio Marcelo da Silva, conhecido como “Bin Laden”


Célio Marcelo da Silva, conhecido como “Bin Laden”, soma condenações que chegam a 254 anos de prisão . Ele foi preso em agosto de 2005 no bairro do Morumbi, na zona oeste de São Paulo, e acabou transferido para o sistema penitenciário federal em fevereiro de 2019.

As penas abrangem crimes comuns e hediondos. De acordo com as investigações, Célio exerceu papel de destaque na Sintonia Final dos Estados e Países, sendo responsabilizado por chefiar pelo menos 14 sequestros. Entre os casos atribuídos a ele estão o sequestro da mãe do ex-jogador Robinho, ocorrido em novembro de 2004, e o da filha do reitor da Universidade de Alfenas, em Minas Gerais.

O histórico criminal de Bin Laden inclui oito fugas consumadas do sistema prisional e duas tentativas frustradas, além de envolvimento em diferentes planos de resgate de presos considerados estratégicos pela facção.

Segundo o Ministério Público do Ceará, ele também é apontado como um dos articuladores da onda de violência registrada no estado, que incluiu cerca de 300 ataques contra ônibus, delegacias da Polícia Civil, bases da Polícia Militar e estruturas públicas, como pontes.

2. Cristiano Dias Gangi 

Cristiano Dias Gangi, conhecido como “Crisão”
Reprodução/redes sociais
Cristiano Dias Gangi, conhecido como “Crisão”


Cristiano Dias Gangi, conhecido como “Crisão”, foi condenado a 62 anos de prisão por uma série de crimes ligados à atuação violenta da facção. As sentenças incluem envolvimento na organização e execução de homicídios, rebeliões, ataques a fóruns, distribuição de armas e drogas, atentados contra agentes públicos e ações destinadas a provocar confrontos entre grupos criminosos.

De acordo com as investigações, mesmo encarcerado na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, unidade localizada no interior paulista, Crisão continuava a exercer influência criminosa. Ele teria comandado o tráfico de drogas, o envio de armamentos e a articulação de conflitos com facções rivais em diferentes regiões do país por meio do envio de bilhetes.

Além de integrar a Sintonia Final de Estados e Países do PCC, também assumiu funções em outras Sintonias Finais durante o período em que as principais lideranças da organização foram submetidas ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em 2016. Nesse contexto, é apontado como um dos responsáveis por definir estratégias de expansão da facção no território nacional e em países vizinhos.

As apurações indicam ainda que ele utilizava advogados e visitas regulares como intermediários para o envio de mensagens a integrantes em liberdade ou custodiados em unidades sem acesso a comunicação por celular.

3. ⁠Giovanni Barbosa Da Silva 

Giovanni Barbosa da Silva, conhecido pelos apelidos “Bonitão” ou “Coringa”
Reprodução/redes sociais
Giovanni Barbosa da Silva, conhecido pelos apelidos “Bonitão” ou “Coringa”


Giovanni Barbosa da Silva, conhecido pelos apelidos “Bonitão” ou “Coringa”, foi condenado a 35 anos e seis meses de prisão por crimes relacionados ao tráfico de drogas e armas, além do financiamento de grupos criminosos.

Ele foi preso em janeiro de 2021, em Pedro Juan Caballero, município paraguaio na fronteira com Mato Grosso do Sul. Horas após a prisão, houve uma troca de tiros e uma tentativa frustrada de resgate, atribuída a integrantes da facção. Em seguida, Giovanni foi entregue às autoridades brasileiras e transferido para a Penitenciária Federal de Catanduvas .

As investigações indicam que ele ocupava posição de destaque na hierarquia da organização, exercendo a liderança das operações na faixa de fronteira entre Brasil e Paraguai, considerada um dos principais corredores para a entrada ilegal de drogas e armamentos no país.

4. ⁠Jose de Arimateia Pereira Faria Carvalho 

José de Arimateia Pereira Faria Carvalho, conhecido como “Pequeno”
Reprodução/Dipol
José de Arimateia Pereira Faria Carvalho, conhecido como “Pequeno”


José de Arimateia Pereira Faria Carvalho, conhecido como “Pequeno”, foi condenado a 86 anos de prisão por crimes ligados à organização e execução de homicídios, rebeliões, ataques a fóruns, distribuição de armas e drogas, atentados contra agentes públicos e ações destinadas a provocar conflitos entre facções criminosas.

Em 2019, ele teria participado de uma tentativa de fuga da Penitenciária Federal de Mossoró . Segundo as investigações, durante o banho de sol, conseguiu deixar o pátio e se apossar de uma espingarda calibre 12 pertencente à unidade, mas a ação foi rapidamente contida por agentes penitenciários.

As apurações também indicam que, mesmo custodiado, Pequeno utilizava correspondências para transmitir ordens e coordenar atividades criminosas fora do sistema prisional.

5. ⁠Reginaldo Do Nascimento 

Reginaldo do Nascimento, conhecido como “Jatobá”
Reprodução/Dipol
Reginaldo do Nascimento, conhecido como “Jatobá”


Reginaldo do Nascimento, conhecido como “Jatobá”, foi condenado a mais de 30 anos de prisão e possui antecedentes por crimes como roubo, tráfico de drogas, formação de quadrilha e extorsão mediante sequestro.

De acordo com as investigações, ele teria atuado ao lado de outras lideranças na coordenação de ataques em diferentes estados do país, a partir do envio de cartas escritas na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista. As apurações indicam ainda que Jatobá facilitava a comunicação e o funcionamento da organização criminosa com o apoio de advogados e visitas autorizadas.

Ao longo dos últimos anos, Jatobá passou por três unidades do sistema penitenciário federal de segurança máxima. Em fevereiro de 2019, foi transferido para a Penitenciária Federal de Porto Velho (RO). Oito meses depois, seguiu para Brasília, onde permaneceu custodiado ao lado de integrantes da alta cúpula e de Marcos Willians Herbas Camacho . Em agosto de 2023, chegou a ser levado para a Penitenciária Federal de Mossoró (RN), mas retornou à capital federal em novembro do mesmo ano.

6. ⁠Rogério Araújo Taschini 

Rogério Araújo Taschini, conhecido como “Taschini”
Reprodução/Dipol
Rogério Araújo Taschini, conhecido como “Taschini”


Rogério Araújo Taschini, conhecido como “Taschini”, é apontado pelas investigações como o executor designado para atacar diretores e agentes que atuavam no Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) e na Penitenciária 1, ambas localizadas em Presidente Bernardes, unidades consideradas entre as mais rígidas do sistema prisional paulista.

Segundo as apurações, Taschini havia fugido de uma unidade do regime semiaberto na região e seguiu para São Paulo, onde teria recebido ordens diretas de uma das lideranças da facção. Ele admitiu o uso de documentos falsos e confessou estar foragido desde março de 2008, quando não retornou ao presídio de Junqueirópolis após ser beneficiado com a saída temporária da Páscoa.

A ficha criminal de Taschini inclui mais de seis condenações por roubo, além de registros por formação de quadrilha e latrocínio. À época da fuga, ele já havia cumprido cerca de 13 anos de prisão e ainda tinha aproximadamente 29 anos de pena a cumprir.

7. Alexandre Cardozo da Silva

Alexandre Cardozo da Silva, conhecido como “Bradok”
Reprodução/redes sociais
Alexandre Cardozo da Silva, conhecido como “Bradok”


Alexandre Cardozo da Silva, conhecido como “Bradok”, foi condenado a mais de 200 anos de prisão por uma série de crimes ligados a ataques contra forças de segurança e ao sistema prisional paulista . Ele é acusado de ter participado diretamente do atentado ao 3º Distrito Policial de Sumaré, em março de 2002, que resultou na morte do investigador José Luiz Machado e do carcereiro Carlos Roberto Oliveira. De acordo com as investigações, Bradok teria sido o autor dos disparos que mataram os dois policiais civis. Após o ataque, o grupo ainda teria detonado explosivos no local.

As apurações também atribuem a ele envolvimento em um atentado a um posto policial em Campinas, ação que terminou com a morte de um policial militar. Segundo o Ministério Público, Bradok teve papel de liderança em episódios de violência articulados pela facção, incluindo a rebelião que devastou a Penitenciária II de Presidente Venceslau, em setembro de 2005.

Ao longo dos processos, ele foi condenado por crimes como homicídio, tráfico de drogas, roubo e formação de quadrilha.

8. ⁠Adriano Hilario Dos Santos

Adriano Hilário dos Santos, conhecido como “Boy”
Reprodução/redes sociais
Adriano Hilário dos Santos, conhecido como “Boy”


Adriano Hilário dos Santos, conhecido como “Boy”, foi preso no Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em 2018. Foragido da Justiça, ele foi detido ao desembarcar de um voo vindo de Camaçari, após denúncia de que transportava drogas na bagagem.

Segundo a polícia, Boy já havia sido condenado por roubo, incluindo um assalto a uma joalheria. Beneficiado anteriormente com o regime semiaberto, ele deixou o Centro de Detenção Provisória de Valparaíso (SP) e não retornou à unidade, passando a ser considerado foragido.

As investigações apontam que, além dos crimes patrimoniais, ele também teria atuado na organização e execução de ordens de assassinato atribuídas à facção criminosa. Adriano foi condenado a 20 anos e seis meses de prisão pelo homicídio de José Carlos Louveira Figueiredo, conhecido como “Coroa”, morto em 2017. A sentença inclui os crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

9. ⁠Wendel Bispo Rocha 

Wendel Bispo Rocha, conhecido pelos apelidos de “R8” ou “Ceará”
Reprodução/Dipol
Wendel Bispo Rocha, conhecido pelos apelidos de “R8” ou “Ceará”


Wendel Bispo Rocha, conhecido pelos apelidos de “R8” ou “Ceará”, é citado em investigações ligadas ao chamado Resumo Disciplinar dos Estados e Países, estrutura vinculada à Sintonia Final responsável pela articulação da facção fora dos presídios.

De acordo com os investigadores, ele atuava como apoio do setor conhecido como “Resumo Disciplinar dos Estados – Externa”, função informalmente chamada de “ponteiro”. Esse papel envolve a intermediação de mensagens e orientações entre a cúpula da organização e integrantes que estão no sistema prisional.

Trechos da denúncia apontam que interceptações telefônicas revelaram sua participação em articulações voltadas à mobilização de membros e à coordenação de ações em diferentes estados. As apurações indicam ainda envolvimento em iniciativas com alcance interestadual atribuídas à facção.

Wendel possui mandado de prisão em aberto por suspeita de participação em um roubo cometido com uso de arma de fogo no distrito de Ibiajara, além de responder por organização criminosa.

10.  Rondenele de Oliveira Marques

Rondenele de Oliveira Marques, conhecido como “Bandoleiro”
Reprodução/Dipol
Rondenele de Oliveira Marques, conhecido como “Bandoleiro”


Rondenele de Oliveira Marques, conhecido como “Bandoleiro”, é citado em investigações como integrante da Sintonia Interna dos Estados e Países. Ele aparece ligado a esquemas de roubo de cargas de cigarros, uma das frentes de atuação atribuídas ao grupo.

Bandoleiro responde a ações penais ainda em andamento por crimes como tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os processos tramitam em diferentes instâncias do Judiciário, incluindo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o Tribunal de Justiça do Paraná e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

11. ⁠Valter Luiz Caíres 

Valter Luiz Caires, conhecido como “Valtinho”
Reprodução/Dipol
Valter Luiz Caires, conhecido como “Valtinho”


Valter Luz Caires, conhecido como “Valtinho”, integra a Sintonia Externa dos Estados e Países. Ele foi preso em 2019, no município de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo. As investigações indicam que a identificação do investigado levou cerca de um ano, já que ele evitava o uso de telefone para não ser monitorado.

Valtinho exercia a função conhecida como “ponteiro”, papel reservado a integrantes de extrema confiança da cúpula da organização. Nesse posto, tinha autonomia para atuar fora do sistema prisional, sendo responsável por repassar ordens, articular ações estratégicas e tomar decisões sensíveis.

Segundo os investigadores, ele atuava na distribuição de armas e recursos financeiros a grupos aliados, além de ser o responsável por transmitir determinações relacionadas a ataques e execuções de agentes públicos.

12. Carlos Henrique da Silva 

Carlos Henrique da Silva, conhecido como
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Carlos Henrique da Silva, conhecido como "Carlão"


Carlos Henrique da Silva, conhecido pelos vulgos “Carlão”, “Luizinho” e “Grande”, integra a Sintonia Externa dos Estados e Países ao lado de “Valtinho”.

De acordo com denúncias do Ministério Público, Carlão já respondeu por homicídio qualificado em meio a disputas territoriais entre facções criminosas, além de ser investigado por envolvimento no planejamento de ataques contra agentes públicos e instituições estatais.

Ele também já esteve custodiado na Penitenciária II de Presidente Venceslau, unidade de segurança máxima no interior paulista considerada um dos principais redutos da facção.

13. ⁠João Carlos Bastos de Oliveira

João Carlos Bastos de Oliveira, conhecido como “Itália”
Reprodução/Dipol
João Carlos Bastos de Oliveira, conhecido como “Itália”


João Carlos Bastos de Oliveira, conhecido como “Itália”, é apontado como integrante do Setor Final dos Estados e Países .

Ele foi preso em abril de 2011, em Lucélia, no interior de São Paulo. Durante o período em que esteve no sistema prisional, atuou como Sintonia Final do Sistema e apoio direto à liderança, com a função de repassar orientações e diretrizes aos níveis inferiores da organização. Também esteve custodiado na Penitenciária II de Presidente Venceslau.

Segundo investigações, Itália era responsável por difundir internamente as determinações da liderança, incluindo atualizações do chamado “novo estatuto” da organização e comunicados (“salves”) com esclarecimentos sobre mudanças e sua aplicação.

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