
A cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) é formada por 16 integrantes e concentra todas as decisões estratégicas da facção criminosa, segundo mapeamento atualizado da inteligência da Polícia Civil. O grupo, denominado “Sintonia Final”, é responsável por definir prioridades e coordenar ações no Brasil e no exterior, cabendo às demais sintonias apenas a execução das ordens.
De acordo com a investigação, entre os nomes que compõem o comando geral está o de Marcos Herbas Camacho, o Marcola. Embora tenha uma divisão formal de funções dentro da estrutura, cada núcleo atua de maneira isolada. Integrantes de uma sintonia não têm acesso integral às estratégias e operações das demais, mecanismo que, segundo a polícia, reduz riscos, dificulta vazamentos de informações e reforça a proteção da organização.
A atualização do mapa estrutural também evidencia uma distinção interna entre faccionados com “batismo” formal, integrantes orgânicos da organização, e os chamados associados. Estes últimos, apesar de não integrarem oficialmente a facção, prestariam serviços considerados estratégicos, especialmente nas áreas de tecnologia, logística, finanças e lavagem de dinheiro.

Confira abaixo o miniperfil de cada um dos integrantes dessa sintonia:

Nome: Marco Willians Herbas Camacho
Apelido: Marcola
Idade: 58 anos
Crimes: assalto a bancos, tráfico de drogas, homicídio e envolvimento com o crime organizado
Pena: 342 anos
Situação: Preso
Descrição: Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, nasceu em São Paulo, em 1968, e é considerado pelo Estado de São Paulo o líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC) desde 2002. Iniciou a trajetória criminal ainda adolescente e ganhou destaque no fim dos anos 1990 como assaltante de bancos.
Está preso desde 19 de julho de 1999 e acumula condenações que, somadas, ultrapassam 300 anos de prisão por crimes como roubo, tráfico de drogas, homicídio e organização criminosa. Mesmo preso, é apontado pelas autoridades como responsável por comandar as ações do grupo de dentro do sistema prisional.
Desde janeiro de 2023, está detido na Penitenciária Federal de Brasília, para onde foi transferido por decisão do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, com o objetivo de evitar um possível plano de fuga ou resgate. Sob sua liderança, o PCC expandiu sua atuação para além das prisões, consolidando-se como uma das maiores organizações criminosas do país.
Segundo o site Insight Crime, embora Marcola tenha passado grande parte das últimas três décadas preso em diversas penitenciárias de São Paulo, sob sua liderança, o PCC expandiu sua influência muito além de seu reduto no estado mais populoso e economicamente importante do Brasil. O grupo estabeleceu presença em muitas regiões do Brasil, desenvolveu laços com quase todos os países da América do Sul e formou relações com diversos grupos criminosos europeus, especialmente com máfias italianas, como a 'Ndrangheta.

Nome: Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior
Apelido: Marcolinha ou Junior
Idade: 53 anos
Crimes: roubo, sequestro, envolvimento com facção criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
Pena: 34 anos e oito meses de prisão
Situação: Preso
Descrição: Alejandro Juvenal, conhecido como Marcolinha, irmão de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, é apontado como ligado a operações internacionais do PCC, ao tráfico de drogas e à compra e distribuição de armamentos para a facção. Começou a cumprir pena em novembro de 1990, após ser condenado a 33 anos e 11 meses de prisão. O cumprimento foi interrompido por duas fugas, entre dezembro de 1993 e julho de 1998, e entre janeiro de 2001 e março de 2006. Apesar das interrupções, a Justiça considerou a pena integralmente cumprida em 16 de dezembro de 2024.
Em 2016, ele foi citado em registros de envolvimento com o tráfico e fuga do Carandiru. Foi condenado por crimes como roubo, sequestro, envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro a 34 anos e oito meses de prisão, dos quais 26 anos e nove meses já foram cumpridos.
Ele está no sistema penitenciário federal desde fevereiro de 2019 e permanece preso na Penitenciária Federal de Brasília, junto com o irmão. Apesar de já ter cumprido a maior parte da pena, ele segue detido devido ao grau de periculosidade e à existência de um mandado de prisão preventiva em aberto, solicitado por uma delegacia de São Paulo e expedido pela Justiça paulista.
Conhecido como “Júnior”, é citado como integrante da “Sintonia Final”, ao lado do irmão.

Nome: Adeilton Gonçalves da Silva
Apelido: Maranhão
Situação: Em liberdade
Descrição: Adeilton Gonçalves é apontado segundo informações divulgadas por relatórios de inteligência da Polícia Civil de São Paulo, em fevereiro de 2026, como um dos integrantes da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele integra o núcleo máximo da facção, a “Sintonia Final”, responsável por decisões estratégicas e pelo comando das atividades do grupo.
De acordo com documento do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol), Maranhão seria, naquele momento, o único integrante da “Sintonia Final” em liberdade. O relatório também aponta que ele respondeu a três processos no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), todos já encerrados, relacionados a porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. Segundo o Dipol, ele era o único nome da cúpula máxima da facção nessa condição.

Nome: Marcio Domingos Ramos
Apelidos: Sombra e Gaspar
Crimes: sequestro, porte ilegal de armas, roubo e receptação
Pena: 50 anos
Situação: Preso
Descrição: Márcio Domingos, conhecido como “Gaspar”, integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), na “Sintonia Final”. Ele foi condenado a 50 anos de prisão por crimes como sequestro, porte ilegal de armas, roubo e receptação.
Gaspar foi preso em novembro de 2016 durante a Operação Ethos, que desarticulou uma célula jurídica da organização formada por detentos e advogados. Posteriormente, também foi acusado de ajudar a planejar um suposto resgate de Marcola, líder da facção, na Penitenciária Federal de Brasília. No entanto, a Justiça decidiu absolvê-lo da acusação de tentar retirar Marcola da prisão.
Segundo um texto do jornalista Josimar, Márcio estaria preso na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP) em 8 de abril de 2019, quando agentes penitenciários afirmaram ter apreendido bilhetes com detalhes de um plano para resgatar Marcola da unidade federal em Brasília.

Nome: Almir Rodrigues Ferreira
Apelido: Nenê do Simioni
Natural: Ribeirão Preto (SP)
Situação: Preso
Descrição: Almir Rodrigues, conhecido como “Nenê do Simioni”(grafado como “Simone” no organograma atribuído à facção), aparece na “Sintonia Final”. Ele está entre os 15 nomes apontados como integrantes da chefia da organização e consta como preso.
Investigado como uma das lideranças com atuação em Ribeirão Preto (SP), é apontado pelas autoridades como elo internacional da facção, vinculado à “Sintonia Final dos Estados e Países”, responsável por negócios e estratégias de expansão fora do Brasil. As apurações indicam que, mesmo encarcerado, continuaria exercendo influência sobre o narcotráfico e o tráfico de armas.
Preso desde 2013, Almir foi transferido ao longo dos anos para o sistema penitenciário federal de segurança máxima devido a suspeitas de planos de fuga e ao seu papel de liderança. Em outubro de 2023, foi condenado pela Justiça de São Paulo a 12 anos de prisão por organização criminosa, ao lado de outros integrantes da cúpula.
Além da “Sintonia Final”, é citado como integrante da “Sintonia Final dos Estados e Países” e da “Sintonia Final do Sistema”.

Nome: Reinaldo Teixeira dos Santos
Apelido: Funchal
Idade: 47 anos
Pena: 66 anos e 10 meses
Situação: Preso
Descrição: Reinaldo Teixeira, conhecido como “Funchal”, foi condenado pelo assassinato do juiz-corregedor dos presídios da região de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias. O crime ocorreu em 14 de março de 2003, e as investigações atribuíram ao Primeiro Comando da Capital (PCC) a ordem para a execução do juiz. Segundo a apuração, Funchal foi o autor dos disparos.
Ele foi condenado a 66 anos e 10 meses de prisão, cerca de 30 anos referentes especificamente ao homicídio do juiz, e preso em 13 de janeiro de 2004. Antes disso, já havia sido detido em flagrante por porte ilegal de arma e tráfico de drogas, em setembro de 2003, em Angra dos Reis (RJ), onde estava escondido em um condomínio de alto padrão e, segundo as autoridades, contava com apoio de integrantes da facção.
De acordo com documento da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), encaminhado à Justiça, o preso e seus familiares teriam recebido uma pensão até 2021 em razão do assassinato do juiz, além de imóveis que, segundo o relato oficial, teriam sido entregues pela organização criminosa aos parentes do condenado.

Nome: Eduardo Aparecido de Almeida
Apelido: Pisca
Idade: 46 anos
Pena: 11 anos
Situação: Preso
Descrição: Eduardo Aparecido, é apontado como um dos principais líderes regionais de uma facção criminosa, com forte influência no comando do tráfico de drogas e no envio de armas do Paraguai para o Brasil. Considerado um “chefão”, atuava tanto dentro quanto fora dos presídios, exercendo alto poder de decisão.
Em julho de 2018, foi preso em Assunção, no Paraguai, onde vivia em uma mansão com esquema reforçado de segurança, câmeras de monitoramento, carros de luxo e dinheiro. Além do envolvimento com o narcotráfico internacional, também foi acusado de participar do sequestro da mãe do ex-jogador Kleber, em 2006.
Após a prisão, foi entregue à Polícia Federal e transferido para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná. Em 2023, foi condenado a 11 anos de prisão.

Nome: Claudio Barbará Da Silva
Apelido: Barbará
Idade: 64 anos
Pena: 12 anos
Situação: Preso
Descrição: Cláudio Barbará, está na Penitenciária Federal de Brasília (PFBRA), considerada uma das unidades prisionais mais seguras do país.
Ele foi um dos fugitivos da fuga em massa ocorrida em julho de 2001 na Casa de Detenção de São Paulo, quando 106 detentos escaparam, entre eles 80 assaltantes, sete traficantes, cinco homicidas, além de líderes e integrantes da facção.
Apontado como um dos “cérebros” da organização criminosa, Barbará atua em sintonias estratégicas da facção, além de fazer parte da “Sintonia Final”, ele atua na “Sintonia Final dos Estados e Países e “Sintonia Restrita”.
Seu nome aparece em mais de 200 processos judiciais, com registros de atuação no TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) e no STJ (Superior Tribunal de Justiça), segundo o site Escavador.

Nome: Julio Cesar Guedes
Apelido: Julinho Carambola
Idade: 55 anos
Crimes: homicídio qualificado, associação criminosa, roubo, ameaça, lesão corporal e porte ilegal de arma de fogo
Pena: Mais de 168 anos de prisão
Situação: Preso
Descrição: Julio Cesar, conhecido como Julinho Carambola, é apontado como autor intelectual do homicídio do juiz da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente, Antonio José Machado Dias.
Está detido na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, desde março de 2023 e foi condenado a mais de 168 anos de prisão. Preso desde o início da década de 1990, ainda tem mais de 130 anos de pena a cumprir.
Com histórico marcado por faltas disciplinares e quatro fugas de cadeias estaduais, cometeu os primeiros delitos ainda na adolescência e acumula condenações por homicídio qualificado, associação criminosa, roubo, ameaça, lesão corporal e porte ilegal de arma de fogo.
Carambola é acusado de integrar a “Sintonia Final”, há mais de duas décadas. Segundo investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), ele seria o nome cotado para assumir o comando da facção em uma eventual ausência de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC.
Dentro da chamada “Sintonia Final”, Julio Cesar é apontado como responsável pelo “Setor Padaria”, termo utilizado para designar o braço financeiro da organização criminosa. Esse setor seria encarregado de gerenciar a arrecadação de recursos, a movimentação de dinheiro e a cobrança de contribuições internas, conhecidas como “cebola”.

Nome: Marcio Luciano Neves Soares
Apelido: Pezão
Situação: Preso
Descrição: Marcio Luciano, conhecido como “Pezão”, foi identificado em investigações do Ministério Público de São Paulo e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) como integrante do alto escalão do PCC. Ele é apontado como membro das chamadas “Sintonia Final” e “Sintonia Restrita”.
Em 2019, foi listado entre integrantes da cúpula da organização, com atuação em funções de liderança e organização interna da facção, incluindo registros de conversas sobre a estrutura do grupo.
Em razão de sua posição na organização, Pezão foi transferido para o sistema prisional federal em fevereiro de 2019.
Um levantamento no site do Jusbrasil indica mais de 100 processos mencionando o nome dele, a maioria no T ribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Nome: Eric Oliveira Faria
Apelido: Eric Gordão
Situação: Preso
Crime: corrupção ativa e organização criminosa
Pena: 30 anos
Descrição: Eric Oliveira, conhecido como “Eric Gordão”, é apontado como participante, em 2016, de um plano atribuído ao PCC para retomar ataques contra policiais e agentes penitenciários, simulando assaltos como forma de execução.
Segundo as investigações, integrantes da facção teriam fotografado dez agentes prisionais e suas respectivas residências, que seriam alvos das ações. A ação foi descoberta na “Operação Ethos”.

Nome: Antônio Jose Muller Junior
Apelido: Granada
Idade: 58 anos
Crime: associação à organização criminosa
Pena: 30 anos
Situação: Preso
Descrição: Antônio Jose, conhecido como “Granada”, está na Penitenciária Federal de Brasília, desde 2019. Embora já pudesse ter progredido para o regime condicional ou obtido outros benefícios, sua permanência no sistema federal foi mantida em razão da periculosidade atribuída a ele e da influência que exerce dentro da facção. Ele é apontado como integrante da “Sintonia Final” do PCC.
Em abril de 2000, Granada foi resgatado da Penitenciária de Hortolândia, no interior de São Paulo. Dois anos depois, utilizando documento falso em nome de Agnaldo de Souza Ferreira, assumiu o cargo de diretor da Transmetro, cooperativa de transporte coletivo municipal e intermunicipal sediada em Diadema, segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo.
As investigações apontaram que ele teria se tornado líder da chamada “máfia dos perueiros”, cobrando uma “taxa de manutenção” de R$ 15 mil de cada condutor interessado em integrar a cooperativa.
Granada foi preso em maio de 2003, em uma chácara em Paulínia, acusado de utilizar a cooperativa para lavar dinheiro do PCC. Mesmo após ser transferido para a Penitenciária de Araraquara, ainda era apontado como comandante do esquema ligado aos transportadores clandestinos.

Nome: Marcos Roberto de Almeida
Apelidos: Tuta, Africano e Marquinhos
Crimes: associação criminosa e lavagem de dinheiro
Pena: 12 anos
Situação: Preso
Descrição: Preso por autoridades bolivianas, na cidade de Santa Cruz de La Sierra, Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, foi capturado em 2025 após permanecer foragido por cinco anos.
Tuta utilizava uma identidade falsa em nome de Maycon Gonçalves da Silva. Segundo os investigadores, o documento fraudulento foi obtido na República Dominicana.
Sua trajetória criminosa começou em São Paulo há 35 anos. As primeiras prisões ocorreram na década de 1990, por crimes como direção perigosa, porte ilegal de arma, extorsão e uso de documentos falsos.
Tuta é apontado como integrante que participou ativamente das ações do PCC em 2006, durante a onda de ataques promovida pela facção. “Nós conseguimos prendê-lo em dezembro de 2006. Ele veio para a Penitenciária II de Presidente Venceslau”, afirmou o promotor Lincoln Gakyia.
Na época, Marcola cumpria pena na mesma unidade prisional. A relação de confiança entre os dois se fortaleceu até que Tuta progrediu para o regime semiaberto, em 2011.
Segundo as investigações, ele teria usado o período em liberdade para ampliar sua atuação na facção. Em 2018, foi contratado como parceiro comercial do consulado de Moçambique em Belo Horizonte. Ainda de acordo com os investigadores, Tuta teria fechado acordo com integrantes de uma máfia italiana.
Atualmente, ele está preso na Penitenciária Federal de Segurança Máxima, em Brasília, onde também cumpre pena Marcola.
Tuta é apontado como integrante da “Sintonia Final”, da “Sintonia Final da Baixada”, também conhecida como “Sintonia Final do Tráfico Internacional”, e da “Sintonia Final da Rua”.

Nome: Pedro Luiz da Silva Moraes
Apelido: Chacal
Idade: 54 anos
Situação: Foragido
Descrição: Pedro Luiz, conhecido como Chacal, é apontado como integrante da chamada “Sintonia FInal” do PCC e da “Sintonia Final da Rua”. Ele é o principal investigado por articular e monitorar a execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, assassinado em 2025.
Segundo as investigações, Chacal teria monitorado a vítima por cerca de seis meses e estava no veículo que deu cobertura aos atiradores no dia do crime.
Chacal foi companheiro de prisão de Marcos Herbas Camacho. Ele passou por presídios federais e obteve progressão de pena, deixando o sistema prisional em 2023. Há registros de que ele também deixou a prisão em 2024.
Ele é apontado como um dos chefes da facção e já esteve preso na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, a informação mais recente indica que ele estaria foragido na Bolívia.
Ele acumula passagens por tentativas de fuga e organização de rebeliões. Em 2019, foi transferido para presídios federais por determinação de Ruy Ferraz, o que, segundo a polícia, reforçaria a hipótese de motivação por vingança.

Nome: Decio Gouveia Luiz
Apelido: Decio Portugues
Idade: 58 anos
Situação: Foragido
Descrição: Décio Gouveia Luiz, conhecido como Décio Português, é apontado como integrante da “Sintonia Final” e da “Sintonia Final da Rua” do PCC.
Investigadores o indicam como possível substituto de Marcola, e como um dos principais líderes da facção, com atuação no chamado “Setor de Transportes”, voltado à lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, ele é acusado de utilizar empresas de ônibus da capital paulista para lavar recursos provenientes do tráfico de drogas. A apuração aponta que o esquema envolvia a infiltração da facção no sistema de transporte público da cidade.
Décio foi preso em uma casa de alto padrão em Arraial do Cabo e permaneceu no sistema penitenciário federal até novembro de 2023, quando deixou a Penitenciária Federal de Mossoró por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em 9 de abril de 2024, o Ministério Público do Estado de São Paulo deflagrou a operação “Fim da Linha”, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC em parte do sistema de transportes da capital paulista. Décio Português é réu no processo decorrente da operação e está foragido.

Nome: Marcelo Moreira Prado
Apelidos: Exu e Sem Querer
Idade: 48 anos
Crimes: associação à organização criminosa e lavagem de dinheiro
Pena: 11 anos e 10 meses
Situação: Preso
Descrição: Marcelo Moreira, conhecido como Sem Querer, está preso desde 18 de julho de 2018, quando foi capturado no Paraguai. Segundo as investigações, ele levava uma vida de ostentação em Assunção no momento da prisão.
De acordo com a acusação, o réu e outros comparsas teriam movimentado R$ 1,2 bilhão provenientes do tráfico de drogas da facção entre janeiro de 2018 e junho de 2019. Conforme relatado pelo jornalista Josmar Jozino, ele foi preso ao lado de Eduardo Aparecido de Almeida, o Pisca, apontado como integrante da cúpula do PCC. Ambos foram capturados em uma operação conjunta da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai e da Polícia Federal.
Em 14 de setembro de 2020, Marcelo foi denunciado com outros 16 réus no âmbito da Operação Sharks (Tubarões, em inglês), deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo para combater o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro atribuídos à facção.
Ele também é suspeito de participação na execução de Wagner Ferreira da Silva, conhecido como Cabelo Duro. Segundo investigadores do Ministério Público, Exu teria sido um dos atiradores no ataque. O homicídio ocorreu após as mortes de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, em uma emboscada no Ceará, em fevereiro de 2018.
Um bilhete interceptado na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista, indicaria a própria facção como mandante das execuções, segundo as apurações.