Anvisa recolhe 26 produtos em três dias de 2026; veja lista.
Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Anvisa recolhe 26 produtos em três dias de 2026; veja lista.

Entre os dias 5 e 8 de janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comunicou o recolhimento de ao menos 36 produtos considerados irregulares ou com potencial risco à saúde. Os principais itens recolhidos são medicamentos, alimentos e cosméticos. As decisões constam no Diário Oficial da União.

O Portal iG preparou uma lista com todos os produtos que foram recolhidos e/ou proibidos pela Anvisa até agora em 2026. Confira!

Alimentos

  • Chá de Camomila Lavi Tea 

A medida foi publicada no dia 5 de janeiro, após a empresa Água da Serra Industrial de Bebidas S.A. informar o recolhimento voluntário do lote 6802956, devido à presença de talos, ramos e sementes que não são comuns no chá. Além disso, testes posteriores detectaram 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em 25 g do produto, sendo que o limite aceitável é de 90 fragmentos em 25 g de produto.

  • Panetones com fungos

No dia 6 de janeiro, a Anvisa determinou a proibição da comercialização, da distribuição e do consumo de quatro lotes de panetones da empresa D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda. Além disso, os produtos devem ser recolhidos.

A medida foi motivada pela presença de fungos nos seguintes lotes:  Mini Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional 140g (lote: 251027); Panetone Nossa Língua Trufado com Bombons "Formato de Língua de Gato" - 700g (lote: 251027); Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional - 700g (lote: 251027); Panetone com Frutas Trufado Tradicional - 700g (lote: 251027).

  • Alimentos com cogumelos

Ainda no dia 6 de janeiro, uma série de produtos da marca Coguvita Ltda. tiveram sua comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo proibidos devido ao uso de cogumelos Lion´s Mane e Cordyceps, ingredientes não permitidos porque ainda não foram testados.

Os itens proibidos foram: 

  • Pasta de Cacau e Avelã com Cogumelos da marca Smush Smushnuts Pasta de Amendoim com Cogumelos da marca Smush Smushnuts
  • Barra de Frutas, Amendoim, Clara de Ovo e Cogumelos da marca Smushn Go
  • Granola da marca Smush Smushnola Granola Coco
  • Mix de Castanhas, Sementes e Cogumelos da marca Smush Smushnola Granola Keto
  • Cápsula de Café da marca Smush Mushroom Espresso
  • Cápsula de Café da marca Smush Energy Mushroom Espresso

Todos os lotes dos produtos citados foram afetados pela ação.

  • Fórmulas infantis com risco de contaminação

No dia 7 de janeiro, a Anvisa determinou a proibição da comercialização, da distribuição e do uso de alguns lotes de fórmulas infantis da Nestlé. A motivação é o risco de contaminação pela bactéria cereulide.

Os produtos afetados pela decisão foram:

  • Nestógeno 0–6 meses (800 g)

Lotes: 5341046041, 5342046041, 5343046041, 5344046041

  • NAN Supreme Pro 0–6 meses

400 g: lotes 5321046041, 5321046043

800 g: lotes 5319046041, 5320046041, 5321046041

  • NAN Supreme Pro 6–12 meses (800 g)

Lotes: 5324046041, 5325046041, 5326046041

  • NANLAC Supreme Pro 1–3 anos (800 g)

Lotes: 5301046041, 5302046041, 5338046041, 5339046041, 5340046041

  • NANLAC Comfor 1–3 anos

1,6 kg: lotes 53360460V4, 53370460V1, 53380460V1, 53390460V1, 53390460V2, 53430460V2

800 g: lotes 5327046041, 5327046043, 5328046041, 5336046041, 5337046041, 5338046041

  • NAN Science Pro Sensitive (800 g)

Lote: 5323046041

  • Alfamino (400 g)

Lotes: 51060017Y1, 51540017Y1, 52720017Y2

  • Molho de tomate com cacos de vidro

A Anvisa determinou o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro. A motivação foi a presença de cacos de vidro no produto alimentício importado para o Brasil.



  • Suplemento Neovite Visão

Devido a presença de Capsicum annuum L. (fruto da páprica), ingrediente não autorizado em suplementos alimentares como fonte de zeaxantina, a Anvisa proibiu o suplemento alimentar Neovite Visão, da empresa BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch Lomb). 

A ação fiscal atinge apenas os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G07, que não podem ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados ou consumidos. 

  • Vitamina C e suplemento para colesterol

Os suplementos de Vitamina C Sucupira com Unha de Gato Ervas Brasil e o Suplemento Alimentar Colesterol Ervas Brasil, da empresa Ervas Brasil Indústria Ltda., não podem mais ser comercializados, por determinação da Anvisa. 

Segundo o órgão, a empresa não tem Licença Sanitária e nem Alvará de Funcionamento, utilizou ingredientes não autorizados em alimentos e faz divulgação irregular dos produtos, com falsas indicações terapêuticas.

Medicamentos

  • Pomada cicatrizante

No dia 5 de janeiro, a Anvisa determinou a proibição da comercialização, fabricação, importação, divulgação e uso da Pomada Cicatrizante Inkdraw Aftercare. O produto indicado para uso pós tatuagem tem origem desconhecida, portanto, o motivo de seu banimento é falta de registro ou notificação da pomada na Anvisa.

  • Medicamentos com embalagens trocadas

Dois medicamentos que tiveram suas embalagens trocadas foram recolhidos pela Anvisa. 

O lote OA3169 do medicamento Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado - 40mg, produzido pela MedQuímica Indústria Farmacêutica Ltda., teve a caixa trocada pela embalagem de outro medicamento, a Hidroclorotiazida 25mg. 

Já o lote 569889 do antialérgico Alektos 20mg, Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A., foi recolhido voluntariamente pela empresa. O motivo foi a constatação de que a embalagem do Alektos 20 mg havia sido trocada pela do medicamento Nesina.

Devido a essas irregularidades, os lotes referidos foram recolhidos tiveram a comercialização, a distribuição e o uso suspensos. Ambas as decisões foram divulgadas na quarta-feira (7).

  • Apreensão de Lotes falsos

Lotes falsificados dos medicamentos Imbruvica, Mounjaro e Voranigo também foram alvo de ação fiscal da Anvisa, que determinou a apreensão e proibição.

Imbruvica (lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00): a medida foi tomada porque a Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda., verdadeira fabricante do medicamento, informou que não produziu os lotes e que o registro do Imbruvica em formato de cápsulas foi cancelado.

Mounjaro (lote  D838878): por meio de comunicado, a empresa Eli Lilly do Brasil Ltda., que possui o registro do medicamento, informou que não produziu o lote sinalizado. Por esta razão,  a Anvisa definiu que esse lote deve ser apreendido e não pode ser comercializado, distribuído ou usado.

Voranigo (lote FM13L62): a empresa Laboratórios Servier do Brasil, que produz o medicamento, desconhece a origem do lote. Assim, a Agência determinou a proibição de seu armazenamento, comercialização, fabricação, importação, divulgação e uso.

As decisões foram divulgadas nesta quarta-feira (7) e atingem apenas os referidos lotes.

  • Insumos farmacêuticos proibidos

No dia 7 de janeiro, uma fiscalização da Anvisa proibiu insumos farmacêuticos da Formus Magistral Comércio de Insumos Farmacêuticos Ltda. A proibição ocorreu porque a empresa importou, de maneira irregular, o anabolizante estanozolol e o hormônio prasterona. Sendo assim, está proibido o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a importação, a manipulação e o uso desses insumos. 

A ação fiscal também atingiu a Drogaria Farma Vida de Janaúba Ltda. A comercialização e a divulgação dos produtos da empresa estão suspensas. O motivo é o fato de que a empresa está anunciando e comercializando medicamentos manipulados de forma on-line, sem prescrição médica.

Cosméticos

  • Alisantes sem registro

Na quarta-feira (7), a Anvisa determinou o recolhimento dos alisantes Mask Botox Organic Biotherapy 1kg Oxillis e Premium Caviar Protein - Brazillis, da empresa Cosmonew Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda. A decisão foi motivada pela falta de registro dos produtos, que foram apenas notificados à Agência. Com isso, os itens estão proibidos de ser comercializados, distribuídos, fabricados e usados.

O alisante BTX Hair Treatment Renova Lizz, da marca Kerastinni, também teve a sua comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso proibidos devido à falta de registro.

Já na quinta-feira (8), a Agência ordenou o recolhimento do alisante My Horizon Brazilian Protein Robson Peluquero, da empresa EMCS Indústria Ltda. O produto deveria ter sido registrado mas foi apenas notificado à Anvisa. Sua comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e uso estão suspensos.

Produtos de limpeza 

  • Saneantes irregulares

Os saneantes da marca Pureessence, fabricados pela empresa Pure Essence Fragrance Indústria e Comércio de Essências, assim como o Odorizador de Ambientes Uau Aromas, da empresa Uau Aromas, não podem mais ser comercializados, distribuídos, fabricados, divulgados e usados.

A decisão foi publicada pela Anvisa nesta terça-feira (6) e foi motivada pela falta de registro como saneantes na Agência.

Veja o que as empresas falaram

Nossa reportagem entrou em contato com as empresas fabricantes de  produtos atingidos pelas ações da Anvisa no período de 5 a 8 de janeiro de 2026. 

Em nota, a empresa Água da Serra informou que realizou voluntariamente, em outubro de 2025, o recolhimento do lote referido do Chá de Camomila Lavi Tea, após apontamentos técnicos identificados em análises feitas em laboratório.

Segundo a empresa, o recolhimento ocorreu de forma preventiva, restringindo-se a um único lote, sem reflexos sobre os demais produtos da marca. A empresa ainda esclareceu que o caso está sendo apurado junto ao fabricante terceirizado.

Procurada por nossa reportagem, a Bausch+Lomb informou que iniciou o recolhimento preventivo e voluntário do produto Neovite Visão após identificar uma divergência exclusivamente regulatória identificada no processo de notificação do produto junto às autoridades competentes. O recolhimento não se estende aos demais produtos NeoVite.

A empresa destacou que a ação segue integralmente os procedimentos estabelecidos pela Resolução RDC no 655/2022 e está sendo conduzida conforme as diretrizes estabelecidas pela ANVISA.

O Portal iG tentou entrar em contato com as demais empresas citadas em nossa reportagem, porém, não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

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