O ministro da Educação, Camilo Santana (PT)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Educação, Camilo Santana (PT)

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT) disse hoje, em uma rede social, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve publicar uma Medida Provisória (MP) para evitar que o reajuste do piso de professores da educação básica seja de R$ 18,10.

Leia mais:  Reajuste salarial dos professores pode ser de R$ 18,10 em 2026

"Não podemos admitir que a regra atual, com esse cálculo, dê apenas 0,37% para os professores. Professor precisa ser reconhecido e valorizado", afirmou.

Segundo ele, o governo deve anunciar, até dia 15 de janeiro, as novas regras, por meio de uma Medida Provisória.

Uma legislação de 2008 definiu a conta que deve ser feita para chegar ao índice de reajuste.

A lei, no entanto, tem sido alvo de críticas desde 2020.

Para chegar ao indicador de reajuste, são calculados vários dados, como o crescimento do valor anunciar por aluno, que sai do Fundeb, principal instrumento de financiamento da  educação básica.

Entidades alertam desde então para o risco de diminuição no indicador do reajuste do piso. Além disso, a redução no número de alunos na educação básica impacta o cálculo e puxa para baixo a porcentagem de reajuste salarial.


Com isso, o cálculo atual não dá previsibilidade. Em 2022, o piso teve um reajuste de 33,2%, já no ano passado, 6,7%. Para municípios e estados, a flutuação afeta professores e também municípios menores, que não conseguem cumprir com o valor determinado.

O reajuste para este ano deveria ser de 0,37%, conforme o cálculo da lei de 2008, e um projeto para mudar essa conta chegou a ser discutido por um grupo do MEC com representantes dos estados, municípios e dos professores.

No entanto, a comissão não chegou em um consenso.


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