Rodrigo Alvarenga é acusado de tráfico internacional de drogas
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Rodrigo Alvarenga é acusado de tráfico internacional de drogas

Preso desde 2023, no Paraguai, durante a Operação Hinterland, Rodrigo Alvarenga Paredes apresentava um perfil discreto e educado, acima de qualquer suspeita. Paredes é acusado de comandar um esquema internacional de tráfico de drogas, com envio de cocaína para a Europa.

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Entre os anos de 2020 e 2022, ele, que se apresentava como herdeiro de uma família tradicional e fazendeiro, segundo a polícia, é responsável pelo envio de, pelo menos, 11 toneladas de droga ao continente, avaliada em, aproximadamente, R$ 2,8 bilhões. As informações são do Fantástico, da TV Globo.

O jeito pacato e sem ostentação, de acordo com a Polícia Federal e Ministério Público, fazia parte de uma estratégia para ocultar sua liderança em organização criminosa transnacional

As autoridades destacam a capacidade de Rodrigo Alvarenga de gerenciar todas as etapas do tráfico, desde negociação com produtores até logística de exportação via portos brasileiros para Europa, Ásia e África.

A prisão

Rodrigo Alvarenga Paredes foi preso em 30 de março de 2023, durante a deflagração da Operação Hinterland, uma ação conjunta da Polícia Federal brasileira, Senad paraguaia, Europol e Ministério Público. 

À época, os gentes realizaram buscas na casa onde morava, no Los Laureles, em Assunção, no Paraguai. Na ocasião, as autoridades apreenderam uma quantidade expressiva de dinheiro, carros de luxo, aeronaves, pedras preciosas, além de armas e munições guardadas em um cofre. 

Rodrigo Alvarenga Paredes é conduzido por agentes da Senad
Divulgação/Senad
Rodrigo Alvarenga Paredes é conduzido por agentes da Senad


Alvarenga permaneceu no Presídio de Tacumbú, em Assunção, até a extradição para o Brasil, em agosto de 2024. Apesar do indícios das investigações, a defesa de Rodrigo nega as acusações e alegam falta de provas concretas. Além disso, contesta-se a sua liderança no esquema de tráfico internacional, afirmando que as evidências são insuficientes para sustentar as imputações criminais.

Durante depoimento à polícia, em maio deste ano, conforme o Fantástico, Rodrigo Alvarenga Paredes alegou que manteve uma vida sem ostentação, prezando apenas pelo conforto. Ademais, ele negou a posição de chefia e se financiador de qualquer organização criminosa. 






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