PM Luca Romano Angerami tinha 21 anos
Reprodução
PM Luca Romano Angerami tinha 21 anos

O corpo do policial militar  Luca Romano Angerami , desaparecido desde 14 de abril deste ano , no Guarujá , litoral de São Paulo, foi encontrado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (20). O cadáver de Angerami foi encontrado em uma região de mata na Vila Baiaina - o PM foi reconhecido através de uma tatuagem no braço. Ao todo, foram 37 dias de buscas pelo jovem de 21 anos. 

Lucas foi visto pela última vez em 14 de abril, frequentando uma adega na comunidade de Santo Antônio, perto de um ponto de drogas. Durante as buscas, oito corpos foram encontrados, juntamente com dois conjuntos de vestígios genéticos. No período, nove suspeitos foram presos.

O caso

Segundo relatório da Polícia Civil, o policial esteve em uma adega no Guarujá na noite de 13 de abril, acompanhado de amigos e uma irmã. Ele estava armado e foi alertado por conhecidos sobre a descoberta de sua identidade como policial por traficantes de drogas locais.

A história continua com Angerami permanecendo na adega até as primeiras horas da manhã de 14 de abril, quando saiu de carro e, posteriormente, foi "rendido violentamente" nas proximidades das ruas Magnólias e Violetas, no Guarujá.

O veículo do policial, um Corolla prata, foi encontrado na rodovia Cônego Domenico Rangoni, no Guarujá, com as chaves no porta-malas e sem o pneu sobressalente.

Prisão

Um dos nove detidos no caso, Edivaldo Aragão, de 36 anos, está enfrentando acusações legais por obstrução e complicação de investigações relacionadas à organização criminosa.

Aragão tinha a intenção de dificultar a investigação do caso. De acordo com informações da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, ele enganou deliberadamente as autoridades para atrapalhar os esforços de encontrar o soldado desaparecido e para proteger os verdadeiros responsáveis pelo sumiço do policial militar.

Em seu depoimento à Polícia Civil, o preso afirmou ter participado do sequestro da vítima, detalhando que o militar foi levado para São Vicente, onde teria sido assassinado e seu corpo jogado da Ponte do Mar Pequeno. No entanto, pistas reunidas pela polícia desmentiram essa versão.

Os investigadores conseguiram mapear os movimentos da vítima, confirmando por testemunhas e câmeras de segurança que Angerami não deixou o Guarujá na noite do desaparecimento e, portanto, nunca foi levado para São Vicente.

A mentira contada por Aragão desviou a atenção das investigações. Para a Polícia Civil, essa falsidade não apenas atrasou os esforços para resolver o caso, mas também desviou recursos consideráveis de policiais militares e civis, assim como mergulhadores, que foram mobilizados para São Vicente na tentativa de encontrar o policial desaparecido.

Quer ficar por dentro das principais notícias do dia?  Clique aqui e faça parte do nosso canal no WhatsApp

    Mais Recentes

      Comentários

      Clique aqui e deixe seu comentário!