Pesquisa IBGE
Reprodução/Flickr - 22.07.2022
Pesquisa IBGE

Em dez anos (de 2012 a 2021), o número de pessoas que se declaram como preta e parda aumentou em uma taxa superior à do crescimento do total da população do país, segundo o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Ibge, divulgado nesta sexta. Em 2012, 7,4% dos brasileiros se autodeclaravam como pretos, já a porcentagem registrada em 2021 foi de 9,1%. E os pardos aumentaram de 45,6% para 47%. Enquanto isso, a participação dos que se declaram brancos na população caiu de 46,3% para 43%.

Isso significa que a população preta cresceu 32,4% e a parda 10,8% na última década. Dados que mostram uma evolução acima do crescimento do total da população brasileira: 7,6%.

De acordo com o Pnad Contínua, a Bahia e o Rio são os estados com maior concentração de pessoas pretas, respectivamente 21,5% e 14,2%. Em relação às regiões, o Nordeste tem a maior proporção (11,4%), seguido do Sudeste (9,6%) e Centro-Oeste (8,7%). Já os pardos se concentram mais no Norte (73,4%), onde fica também a menor participação das pessoas que se declaram como brancos (17,7%). O predomínio da população branca está no Sul (75,1%), seguido do Sudeste (50,7%).

Proporção entre brasileiros do sexo masculino e do sexo feminino permanece estável

Os resultados do Pnad Contínua sobre tamanho da concentração de homens e mulheres mostraram que as taxas continuaram similares às registradas em 2012. No ano passado, foi registrado que o país tinha 95,6 homens para cada 100 mulheres residentes. Ou seja, a população é dividida em 108,7 milhões de pessoas do sexo feminino (51,1%) e 103,9 milhões do sexo masculino (48,9%).

O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto afirma que há tendência de queda da concentração de homens, à medida que a população do Brasil se torna mais envelhecida. Segundo os dados, o número de pessoas abaixo de 30 anos de idade no país caiu 5,4%, enquanto houve aumento em todos os outros grupos acima dessa faixa etária.

Enquanto a proporção entre mulheres e homens é similar entre as pessoas de 25 a 29 anos, a concentração feminina passa a ser superior em todos os grupos de idade a partir de 30 anos. Na faixa de 60 anos ou mais, eram 78,8 homens para cada 100 mulheres, em 2021.

"A população masculina tem um padrão mais jovem. Nascem mais homens do que mulheres, mas essa diferença vai diminuindo à medida que a idade avança, já que a mortalidade tende a ser maior entre eles", explicou Geaquinto.

Entre as regiões do país, o Norte é a única em que há maior concentração de homens (102,3 para cada 100 mulheres). Já o Nordeste registrou a maior participação feminina (93,9 homens para cada 100 mulheres).

"Além da diferença de mortalidade, isso pode ter relação com os padrões de migração. Um dos fatores que pode influenciar é o tipo de atividade econômica exercida em cada região. Nas fronteiras agrícolas e minerais, por exemplo, o tipo de trabalho atrai mais a mão de obra masculina", apontou o analista.

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