Marcelo Arruda foi morto a tiros durante sua festa de aniversário
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Marcelo Arruda foi morto a tiros durante sua festa de aniversário

A Polícia Civil divulgou uma nota, nesta quarta-feira, em que afirma que o homicídio do guarda municipal e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Marcelo Aloizio de Arruda resultou de divergências políticas. O policial penal Jorge Guaranho virou réu pelo homicídio duplamente qualificado do tesoureiro municipal do PT em Foz do Iguaçu.

"As delegadas e os promotores também concordam que toda a confusão se iniciou claramente em decorrência de divergências políticas. A PCPR reafirma a excelência na condução e conclusão do inquérito policial", diz a nota.

Ainda segundo a Polícia Civil, tanto a corporação quanto o Ministério Público do Paraná entendem que "não há nenhuma qualificadora específica para motivação política prevista em lei e que não há previsão legal para o enquadramento como 'crime político', bem como crime de ódio".

No entanto, as avaliações da Polícia Civil e a do Ministério Público divergiram quanto a qualificadora do homicídio. Para a polícia, tratou-se de homicídio por motivo torpe, que ocorre quando a motivação é imoral e vergonhosa. Já para o MP, o motivo teve caráter fútil, tido como aquele insignificante ou banal. Segundo a Polícia Civil, a pena máxima com ambas as qualificadores é a mesma, podendo chegar a 30 anos de prisão.

Em coletiva de imprensa nesta tarde, os promotores do caso falaram da divergência:

"Nosso entendimento é de que o motivo torpe pressupõe algum tipo de vantagem econômica, como uma filha que mata o pai para assumir herança. Entendemos que a razão dessa motivação politico-partidária torna a conduta do Guaranho como ato motivado por motivo fútil, desproporcional", disse o promotor Tiago Lisboa Mendonça.

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