Médico anestesista Giovanni Bezerra, preso acusado de abusar de uma paciente
Reprodução / TV Globo - 14.03.2022
Médico anestesista Giovanni Bezerra, preso acusado de abusar de uma paciente

processo de sindicância aberto pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) contra o anestesista Giovanni Quintella Bezerra terá até 180 dias para concluir se o médico poderá ou não manter o registro. Ele está temporariamente impedido de exercer a Medicina no estado do Rio.

A primeira etapa é uma solicitação de esclarecimentos ao médico. Ele terá 15 dias para prestar informações ao conselho. Veja os passos seguintes:

  1. As etapas seguintes seguem as regras do Conselho Federal de Medicina. Uma vez aberto o processo, são feitos esclarecimentos, colhidos os depoimentos dos denunciados, pareceres das câmaras técnicas de ginecologia e obstetrícia, de anestesiologia e outras áreas que tenham relação com o caso.
  2. Também são ouvidas testemunhas e é feita a defesa prévia, até a avaliação do Jurídico do Cremerj, que poderá considerar o processo apto ou não a julgamento.
  3. Caso esteja apto a ser votado, o processo é levado à plenária e definitivamente julgado, pela absolvição ou condenação do acusado.
  4. Sendo condenado, o anestesista poderá sofrer cinco punições: advertência, censura privada, censura pública, suspensão por 30 dias e cassação.
  5. A sanção máxima é cassação, que ainda cabe recurso junto ao Conselho Federal de Medicina.

"Nos colocamos absolutamente solidários com essa vítima e sua família. Pedimos às mulheres e à população em geral que denunciem qualquer coisa que aconteça nesse sentido. Num caso como esse a gente precisa da denúncia. Mesmo que seja repetida sobre o mesmo profissional, é importante, quanto mais denúncias, mais processos", disse Clóvis Munhoz, presidente do Cremerj.

"A gente se esforça até o último minuto e surge um monstro desse que toma uma atitude desse nível. Só demonstra não ter nenhuma qualificação. Em quase 50 anos de formado, como médico, nunca vi nada parecido. Eu tenho 72 anos, me formei em 1975, continuo na minha profissão, atendendo, operando, dando plantão dentro da emergência, sou professor da UFRJ e nunca vi caso semelhante. O que fica é um sentimento enorme de tristeza."

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