Diarista foi encontrada morta com a patroa no Rio de Janeiro
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Diarista foi encontrada morta com a patroa no Rio de Janeiro

Imagens gravadas após o incêndio em um apartamento de luxo no Flamengo, na Zona Sul do Rio,  mostram destruição do local. Dentro do imóvel, localizado no 12º andar do prédio, Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, e Alice Fernandes da Silva, de 51, estavam degoladas. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realizou uma perícia na residência e investiga o caso.

"A Alice era uma mulher muito forte, amável, querida, mãe e coluna da casa. Uma mulher de fibra, muito cuidadosa com todo mundo, amável e todo dia tinha uma palavra de amor e carinho. Triste saber que a violência do Rio fez uma vítima tão cruel. Isso não foi uma morte, foi uma crueldade sem tamanho com uma pessoa que não merecia um fim desses", diz Adriana da Silva Nunes, familiar de Alice Fernandes da Silva

Um vídeo feito no cômodo onde a idosa foi encontrada morta mostram que o fogo chegou ao teto do apartamento. Nas paredes do aposento, que estavam com a tinta corroída das chamas, sobraram apenas as marcas de itens de decoração que estavam pendurados antes do incêndio começar. Em cima de uma escrivaninha objetos pessoais também tinham marcas de que foram queimados, e outros itens estavam quebrados, como a cúpula de um abajur. O corpo de Martha Pontes foi achado pelos bombeiros que atenderam ao chamado em meio aos destroços.

Alice Fernandes foi encontrada na cozinha do apartamento, próximo de uma das portas de entrada do imóvel e de um dos corredores da residência. Ela também foi degolada e parte da sua camisa estava rasgada. Parentes de Alice contaram que ela trabalhava como diarista para Martha Maria, visitando o apartamento três vezes por semana. Ela prestava serviços para a idosa há mais de 20 anos. Martha Maria deixou duas filhas e três netos.

As duas mulheres foram localizadas por bombeiros que foram acionados para um incêndio no imóvel, situado na Avenida Rui Barbosa, um dos principais endereços do bairro.

O Corpo de Bombeiros informou que o primeiro chamado ocorreu às 16h55, relatando o incêndio no 12º andar do Edifício Murca. Homens dos quartéis do Catete e do Humaitá dirigiram-se ao local, onde acabaram encontrando as duas mulheres mortas.

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