Shopping JK Iguatemi, em São Paulo
Reprodução/Google Maps 31.05.2022
Shopping JK Iguatemi, em São Paulo

O Procon-SP notificou o Shopping JK Iguatemi após receber uma denúncia de racismo por meio de seus canais de atendimento. Segundo o órgão, uma pessoa negra relatou ter sido seguida e constrangida por seguranças ao circular e tentar fazer compras no local. O episódio teria acontecido em 27 de março.

A empresa deverá responder aos questionamentos sobre os critérios de seleção e contratação de pessoal de segurança, a política de treinamento aplicada a esses profissionais, mecanismos de segurança e vigilância no perímetro de acesso ao público, além de demonstrar quais medidas foram tomadas nos últimos 12 meses sobre conscientização e combate ao racismo.

O shopping terá que informar também quais foram as providencias tomadas neste caso específico, e qual foi a assistência ou retorno prestado ao cliente. O prazo é dia 1º de junho.

A iniciativa é resultado do Procon-SP Racial, uma parceria entre o órgão e a Universidade Zumbi dos Palmares focada em ações de prevenção e fiscalização de práticas discriminatórias opr motivo racial.

Veja na íntegra a nota enviada pelo JK Iguatemi a respeito do caso:

O JK Iguatemi estabeleceu um processo interno para apuração dos fatos e está em contato com o PROCON para esclarecimento.

O shopping reforça que não compactua com qualquer forma de preconceito, reitera que o relato não condiz com a conduta e as orientações do empreendimento e tem como norma a instrução e o treinamento permanente de seus profissionais de segurança junto à empresa terceira contratada.

Essa não é a primeira vez que o shopping, localizado na zona oeste, em uma área nobre da capital, é acusado de racismo. Em 2014, seguranças fecharam as portas e impediram a entrada de jovens que protestavam justamente contra um episídio de racismo no local.

Em 2019, um grupo de alunos e professores de Guaratinguetá tentava visitar a esposição 'Mickey 90 anos', mas foi barrado por uma funcionária. Segundo o grupo, a mulher informou que o shopping não comportava o número de alunos e que, por ser "de elite", não teria um lugar adequado para que as crianças se alimentassem.

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