Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, rebateu as acusações que o ex-presidente Lula fez ao Congresso Nacional durante evento em Curitiba na última sexta-feira. Pacheco classificou as críticas do petista como "ofensivas, sem fundamento" e disse que o Brasil está cansado de "discursos oportunistas".

Segundo Pacheco, a afirmação do ex-presidente ocorre em um momento de início da disputa eleitoral, quando se tornaria "interessante" falar mal do Parlamento.

"Embora respeite e valorize críticas, é importante que elas sejam verdadeiras e com bons propósitos, uma vez que ede discursos oportunistas em período eleitoral o Brasil está cansasod. Convido a todos a um mínimo de união, respeito, responsabilidade e, também disposição para o trabalho", afirmou Pacheco.

Na sexta, durante evento que marcou também a entrada do ex-governador Roberto Requião ao PT, o ex-presidente Lula disse que o Congresso estaria tentando governar no lugar do governo.

"O Congresso Nacional nunca esteve tão deformado como está agora. Ele nunca esteve tão anti-povo como está agora. Nunca esteve tão submisso aos interesses anti-nacionais como está agora", afirmou Lula.

Em sua resposta, Pacheco destacou que o Congresso aprovou reformas nos últimos anos, como a da Previdência, além de leis que, segundo ele, estariam engavetadas há anos. O presidente do Senado também sublinhou que o Congresso teria se posicionado contra "arroubos antidemocráticos", mas sem citar nominalmente o presidente Jair Bolsonaro.

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Além disso, Pacheco afirmou que o Parlamento teria se engajado em pautas associadas à esquerda.

"Nunca o Senado esteve tão engajado na pauta antirracismo, isso dito pelo senador Paulo Paim (PT-RS), referência nessa área. Da mesma forma, esse mesmo Senado nunca esteve tão focado na pauta de defesa das mulheres, com produção histórica e reconhecimento público nesse sentido", afirmou.

 Pacheco, entretanto, não abordou um dos temas levantados por Lula. O petista disse que mesmo Ulysses Guimarães, presidente da Câmara e da Constituinte, não tinha o mesmo poder que o atual presidente da Câmara, Arthur Lira, em razão da instituição do chamado "orçamento secreto", que permite o envio de recursos federais por deputado sem a indicação da autoria.

"Eles criaram uma coisas chamada orçamento secreto, que é um orçamento lesa-pátria, porque é um orçamento que os deputados começam a governar o país ao invés do governo governar", disse Lula.

Embora mais econômico do que Pacheco, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) também respondeu a Lula.

"O presidente Lula está mal informado por pessoas que conversam com ele", afirmou Lira.

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