O toboágua
Reprodução
O toboágua "vulcão", de onde menino de apenas 8 anos caiu e acabou morrendo neste domingo

Uma tragédia chocou visitantes que, na tarde deste domingo (13), curtiam um dia quente no DiRoma Acqua Park, parque aquático de Caldas Novas (GO). Um menino de apenas 8 anos despencou de uma altura de cerca de 15 metros depois de passar por uma área interditada e acessar um toboágua que estava em manutenção. A criança, que não teve o nome divulgado, ainda foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. Além da queda, ele também teria ficado um tempo submerso numa das piscinas.

A Polícia Civil investiga o caso e apura as responsabilidades. O Grupo DiRoma, dono do parque, se manifestou por nota no início da tarde desta segunda-feira (14). A empresa se disse consternada com a tragédia e garantiu que irá prestar apoio à família e contribuir com as investigações. De acordo com os responsáveis, o local estava isolado com tapumes.

"O Grupo DiRoma vem publicamente lamentar e prestar profunda solidariedade à família da criança que tragicamente se acidentou nas dependências do nosso complexo.A área em que ocorreu o acidente estava completamente fechada com tapume e devidamente sinalizada para reforma e melhorias", diz o comunicado.

"O espaço, bem como todo nosso complexo, é vistoriado com rigor pelo Corpo de Bombeiros e possui todos os alvarás e licenças emitidos pelas autoridades competentes. Em cinquenta anos de história e tradição, nunca o Grupo DiRoma sofreu uma tragédia dessa magnitude. As investigações sobre as causas do acidente serão realizadas pela Polícia Civil. Estamos consternados, colaborando com as autoridades, oferecendo total suporte à família nesse momento de luto", conclui o posicionamento da DiRoma.

'Vulcão' estava em manutenção

Em publicação feita pela administração do parque aquático há apenas cinco dias, o grupo avisava que justamente na atração chamada de Vulcão, de onde o menino despencou, os toboáguas estariam interditados para obras até junho.

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"Com o intuito de garantir a segurança de todos e aumentar ainda mais sua diversão, iniciamos obras em nosso vulcão. Com isso, os toboáguas do vulcão estarão indisponíveis até a finalização da obra, prevista para o dia 30/06", diz a publicação. Nos comentários do post, no entanto, muitos visitantes, indignados com a tragédia deste domingo, relataram que, diferente do que diz a empresa, os tapumes e sinalizações para isolar o local não pareciam adequados.

"Eu estive neste brinquedo. Apenas a boca do lado esquerdo estava aberta, as outras três estavam muito mal interditadas, apenas com fita plástica, já desgastadas e com cadeira de plástico isolando o local. Além disso o responsável pela organização das descidas só ficava de olho na boca que estava aberta", relatou uma visitante, que esteve no local no fim de semana.

Um outro homem, que se identificou como Vinny Silva, contou na publicação que seu filho, há 4 anos, também havia caido do mesmo brinquedo.

"Lamentável e trágica a morte da criança de 8 anos. Meu filho em 2018 também caiu neste brinquedo… Na época, não tinha monitor no local para vigiar as crianças e nem orientar a respeito de idade ou altura para utilizar o mesmo. Meu filho ficou 20 dias internado com diversas fraturas pelo rosto , edema e coágulo no cérebro, mas graças há Deus o pior não aconteceu", diz o homem. "Esse clube foi sim negligente no caso do meu filho e na tragédia que houve com essa criança".

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