Monique Medeiros em julgamento
FOTO BRUNNO DANTAS-TJRJ
Monique Medeiros em julgamento

A advogada Flavia Fróes protocolou nesta segunda-feira uma queixa-crime contra a defesa de Monique Medeiros no caso onde ela é acusada de participar da morte do filho Henry, de 4 anos. A petição acusa de calúnia os advogados Thiago Minagé e Hugo Santos com base em um pedido de prisão domiciliar para Monique, pois a mesma alegou que se sentia ameaçada após uma visita de Flávia na cadeia.

O ex-companheiro de Monique e ex-vereador Jairinho também responde ao processo pelo homicídio e teria sido o pai dele, Jairo Santos de Souza, o coronel Jairo, que contratou Flávia para realizar uma investigação defensiva. De acordo com o documento, obtido pelo DIA, Flávia diz que a conduta dos advogados de Monique foi, em tese, "criminosa", através de "ofensas proferidas contra sua honra" e de "insinuações infundadas e absurdas", diz a petição. O Tribunal de Justiça do Rio disse que no processo principal, onde Monique Medeiros é ré, ainda não há movimentação que indique a juntada dessa petição.

No último dia 12, a defesa da mãe de Henry enviou um documento ao Tribunal de Justiça do Rio alegando que ela está "apavorada". Em um trecho da petição, Monique diz que Flávia pediu para que ela assinasse um papel assumindo a culpa da morte do filho.

A petição protocolada pela defesa de Monique afirma que um dia após a visitação da advogada, a mãe de Henry teria sido transferida para o Instituto Penal Santo Expedito. Por este motivo, a defesa pediu prisão domiciliar já que ela não estaria segura em cárcere e sim vulnerável a ataques e ameaças.

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Procurada, a defesa da mãe de Henry disse que não irá se manifestar sobre a petição para não tirar o foco do julgamento de Monique, marcado para o dia 9 de fevereiro. Já o advogado de Jairinho, Braz Sant'Anna, diz que Flávia não faz parte da defesa do ex-vereador e já emitiu uma nota de repúdio após as acusações feitas contra a advogada. "Continuamos confiantes de que Jairinho não teve qualquer participação nos fatos narrados pela defesa de Monique e certos de que tudo será devidamente apurado e esclarecido", disse.

O advogado Cláudio Dalledone, que defende Flávia Fróes, mulher que teria coagido Monique, disse que a declaração é mentirosa.

"Flávia esteve no presídio para falar com Monique Medeiros, já que desde outubro de 2021 ela foi contratada para proceder uma investigação defensiva – atividade, plenamente legal e consonante com as atribuições expressas pela Ordem dos Advogados do Brasil, que incluiu realização de oitivas e diligências investigatórias. Desta forma, Flávia Fróes foi colher informações com Monique sobre o histórico de saúde do garoto Henry", disse Dalledone.

Ele segue afirmando que Flávia foi contratada por Jairo Souza Santos Júnior, pai de Jairinho, para única e exclusivamente promover a investigação defensiva. "Em nenhum momento, Flávia Fróes se identificou ou atuou como advogada de Dr. Jairinho, muito pelo contrario, se posicionou sempre como advogada do senhor Jairo Souza Santos Júnior – pai de Jairinho".

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