Primeira Audiência de Instrução e Julgamento do caso Henry Borel
BRUNNO DANTAS-TJRJ
Primeira Audiência de Instrução e Julgamento do caso Henry Borel

Durante a continuação da audiência de instrução e julgamento do processo em que Monique Medeiros da Costa e Silva e o ex-namorado, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho , são réus por torturas e homicídio do filho dela, Henry Borel Medeiros , um tio da professora afirmou que tem conhecimento que a família do médico e ex-vereador tem ligação com a milícia na Zona Oeste do Rio.

Ao comentar um questionamento do promotor Fábio Vieira, o coronel do Corpo de Bombeiros Reinaldo César Pereira Schelb demonstrou ter receio das consequências diante do conteúdo de seu depoimento. Monique e Jairinho estão dividindo pela primeira vez o mesmo ambiente desde que foram presos, em 8 de abril. Em vários momentos, os dois réus fazem anotações e cochicham nos ouvidos dos seus advogados.

"Eu não posso vir aqui e fazer qualquer afirmativa, qualquer denúncia, porque isso pode se voltar contra mim. Eu não posso afirmar nada que eles são donos disso ou comandam aquilo, mas pelo que ouvi dizer eles são conhecidos como donos de Bangu, donos da milícia", disse Reinaldo, durante a audiência, contando que nasceu no bairro da Zona Oeste do Rio.

Em seguida, o coronel do Corpo de Bombeiros, já na reserva, afirmou:

"É complicado isso, porque, no Rio de Janeiro, dependendo do que eu fale, posso tomar um tiro no peito."

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Reinaldo é casado com uma prima de Monique e, segundo contou em depoimento, a conhece desde a infância. Ele narrou viagens e encontros familiares e ainda traçou um perfil da professora, como sendo uma mulher independente e uma mãe dedicada. Ele criticou ainda o fato de a sobrinha ser defendida pelo mesmo advogado do então namorado, na fase inicial das investigações do caso.

"Houve ensaio para sacanear a Monique", declarou.

O coronel é a terceira testemunha de defesa arrolada pela sobrinha a ser ouvida nesta quarta-feira. Já foram ouvidos o delegado Antenor Lopes Marrons Junior, diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), divisão administrativa a qual a 16ª DP (Barra da Tijuca), onde o caso foi investigado, está subordinada; a babá Glauciane Ribeiro Dantas, que cuidava de Henry na casa dos avós dele, em Bangu.

Ainda devem ser ouvidas a professora Rosângela Medeiros da Costa e Silva e Bryan Medeiros da Costa e Silva, mãe e irmão de Monique, e Ana Paula Medeiros Pacheco, tia da professora, além de Bruno Bass.

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