Carlos Lupi, presidente do PDT, e Ciro Gomes, provável candidato à presidência pelo partido
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Carlos Lupi, presidente do PDT, e Ciro Gomes, provável candidato à presidência pelo partido

O presidente do PDT disse à Folha hoje (4) que Ciro Gomes, provável candidato à presidência da república pelo partido, não sabia do acordo da bancada PDTista para apoiar a PEC do Precatórios, e que vai tentar reverter todos os votos favoráveis para a votação do segundo turno.

"Eu sou brasileiro, não perco a esperança nunca. Estou ligando de um a um e até terça-feira eu acredito nessa capacidade de convencimento que, modéstia à parte, eu costumo ter", disse Carlos Lupi em entrevista. 

A PEC foi aprovada em primeiro turno na câmara dos deputados por 312 votos a 144. Os votos do PDT foram considerados decisivos, já que eram necessários ao menos 308 votos para a aprovação - no partido de Gomes e Lupi, 15 deputados dos 24 da bancada votaram sim, número que equivale a 62,5%.

"Não estava todo mundo sabendo. O Ciro nunca foi informado e eu fui informado minutos antes da votação. Sabia que o André Figueiredo estava conversando sobre isso, mas em nenhum momento nós concordamos, ele só me comunicou", explicou o presidente do partido, negando que a versão de que a família Gomes e o partido sabiam do apio da bancada à PEC.

Nas redes sociais, Ciro anunciou a suspensão da sua pré-candidatura após a votação . "A mim só me resta um caminho: deixar minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição", escreveu.

O segundo turno da votação da PEC dos Precatórios está previsto para acontecer na próxima terça-feira (9).

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