O Governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa Cidade Matarazzo - COP26
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O Governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa Cidade Matarazzo - COP26

O Governador João Doria participou nesta segunda-feira (1º) em evento paralelo à COP26 , em Glasgow, na Escócia, do anúncio da entrega da primeira fase do empreendimento Cidade Matarazzo, que reunirá preservação ambiental, lazer e cultura no coração financeiro da capital, a avenida Paulista, em São Paulo.

Idealizado pelo empresário francês, Alexandre Allard, o empreendimento está sendo construindo em um terreno de 30 mil metros quadrados e deve movimentar o turismo na região, atraindo 12 milhões de turistas por ano e fomentando a economia, segundo os organizadores.

“O impacto destas iniciativas, nesta escala e nesta qualidade, está em harmonia com os compromissos do Estado de São Paulo que trouxemos para a COP. Em particular com os objetivos do nosso plano climático para neutralizar as emissões de carbono até 2050 e promover mitigação e adaptação do clima em cinco direções: energia renovável, eficiência sistêmica, resiliência e soluções baseadas na natureza, infraestrutura e saneamento ambiental e cidade sustentáveis”, afirmou o Governador.

O local, onde funcionará um Eco-hotel, terá uma ampla oferta de gastronomia baseada na permacultura, ou seja, em práticas agrícolas sustentáveis. O empreendimento também abrigará um campus cultural e um polo de inovação que deve reunir 1.200 ONGs, fundos filantrópicos, empreendedores verdes, cientistas, grandes empresas, governo e outras instituições envolvidas na valorização dos recursos naturais do Brasil.

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“Queremos liderar um movimento de regeneração em que o Brasil começa a mudar de uma economia extrativista bilionária para vislumbrar uma oportunidade de preservação valendo trilhões, restabelecendo as credenciais de sustentabilidade do país e tornando São Paulo protagonista dessa mudança global ", afirma Allard. “Estaremos na COP26 em Glasgow, Escócia, para inspirar prefeitos em todo o mundo e mostrar como o setor privado pode trabalhar com as autoridades locais para transformar e criar uma cultura focada na preservação”, completa.

No local serão plantadas ainda cerca de dez mil árvores nativas que devem devolver o verde à região e auxiliar na permeabilização do solo.

O projeto é desenvolvido por especialistas reconhecidos internacionalmente como o arquiteto francês Jean Nouvel - ganhador em 2008 do Prêmio Pritzker, a maior distinção da arquitetura, o engenheiro Rudy Ricciotti, Stefano Mancuso, cientista italiano que fundou o estudo da neurobiologia vegetal (disciplina que explora a sinalização e as comunicações entre plantas e comunidades ecológicas), Brando Crespi, fundador do Pro Natura International, que está presente em 60 países no combate às mudanças climáticas, entre outros. O empreendimento deve ser totalmente finalizado em 2023.

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