Registro de Gésio Amadeu, que morreu de Covid-19 em agosto de 2020, em cena
Blenda Gomes/ TV Globo
Registro de Gésio Amadeu, que morreu de Covid-19 em agosto de 2020, em cena


O sigilo de prontuários médicos de pacientes da Prevent Senior que morreram em decorrência da Covid-19 deverá ser quebrado. Essa foi a determinação da Justiça de São Paulo, que atendeu a um pedido feito pela Polícia Civil no inquérito que investiga a operadora de saúde.


Segundo informações do G1, entre os pacientes cujos prontuários são objeto da medida estão os atores  Gésio Amadeu e João Acaibe e o jornalista esportivo Orlando Duarte. Em comum, os três morreram em hospitais da rede.


Com isso, a polícia busca entender por que a Covid constava como causa da morte dos três, enquanto a doença foi omitida das certidões de óbito do  médico Anthony Wong e de Regina Hang, mãe do empresário Luciano Hang

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A Prevent nega que tenha omitido a doença. "Nos dois casos citados [Wong e Hang], não houve omissão da existência de Covid-19 nos prontuários. As notificações às autoridades públicas foram feitas normalmente", disse a operadora, conforme aponta o portal. Mas, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, o diretor-executivo da empresa, Pedro Batista Jr, admitiu que a Prevent alterava o CID, o código de diagnóstico de doença .



Dirigentes e médicos da operadora são investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por distribuírem o "kit Covid", composto por medicamentos sem eficácia contra a doença, para pacientes. Um grupo de médicos da operadora apontou que os profissionais eram obrigados a prescrever esses medicamentos.

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