Explosão em fábrica no Rio de Janeiro
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Explosão em fábrica no Rio de Janeiro

Sem luz e sem gás de cozinha, moradores do bloco 2 do condomínio residencial Cores da Mata, na Avenida Canal do Anil 1.263, ainda conseguem materializar os prejuízos após a  explosão de uma caldeira ontem à tarde na fábrica de pastilhas Valda, na Zona Oeste do Rio.

Quase vinte e quatro horas após o estouro, que aconteceu às 15h55, segundo moradores, o que ainda é visto são estilhaços de vidro de janelas e mesas quebrados, apartamentos sem portas, pedaços de concreto e sangue de vítimas que percorreram o acesso até o lado de fora do prédio no momento da explosão.

A coordenadora de promoção Amanda Aquino, moradora há dois anos do prédio, diz que estava no cômodo ao lado da janela que dá de vista para a fábrica.

"Quando teve a explosão, eu senti muito forte uma pressão na minha direção. Só deu tempo de eu e meu marido, que também estava comigo, correr. Foi horrível", lembra. "Agora eu estou de casa em casa para não atrapalhar ninguém até que a minha fique pronta".

No apartamento do conferente Luiz Sergio Soares De Lira, todos os cômodos ainda estão completamente destruídos. Na cozinha, por exemplo, garrafas de bebida, copos e cadeiras de madeiras estavam no chão, em pedaços. No quarto, uma placa de aço que veio com a explosão do caldeirão para dentro do quarto do Luiz ainda estava no mesmo local. Na mesa de jantar, onde ele faz as refeições com mais dois filhos, um de 29 e outro de 22, a blusa com marcas de sangue do mais velho ainda estava na cadeira.

"Eu não estava em casa na hora. Vim correndo quando meu filho ligou e disse o que tinha acontecido. Nunca imaginei que pudesse acontecer algo parecido", conta.

Os filhos de Luiz, que estavam no momento, tiveram ferimentos leves e não precisaram ser levados ao hospital. Além deles, mais 3 pessoas foram socorridas no local e passam bem.

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O bombeiro civil Gabriel Soares, também morador do bloco ao lado da fábrica, diz que, sem luz e sem gás, faltou trabalho para que pudesse acompanhar o serviço dos técnicos que iriam ao local. Mas até às 11h ninguém apareceu.

"Eu estou sem luz, sem jantar e sem café por causa disso. Falaram que chegariam aqui às 8h e até agora nada", conta.

Luciano Câmara, presidente da fábrica de pastilhas Valda, esteve ontem e hoje ao local, e diz que vai prestar todo o suporte aos que tiveram perdas pelo acidente:

"Nós vamos enviar um formulário ainda hoje, por meio de um representante, para que cada morador relate o que perdeu e para que a gente doe esses objetos perdidos. Sobre a luz e o gás, já pedimos para que um técnico vá ao local e resolva o problema".

Segundo os moradores, a empresa de gás, a Naturgy, foi ao local hoje e deu um prazo de três dias para que tudo volte ao normal.

Enquanto isso, Soares vive também na casa de familiares, na Freguesia, até o transtorno seja resolvido. "A sorte era que não estava em casa. Algo pior poderia ter acontecido", conta.

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