Polícia Militar detona 100kg de explosivos espalhados por quadrilha em Araçatuba
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Polícia Militar detona 100kg de explosivos espalhados por quadrilha em Araçatuba

O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar detonou nesta manhã cerca de 100kg de explosivos deixados pela quadrilha que assaltou duas agências bancárias em Araçatuba, interior de São Paulo, na última segunda-feira (30) . Na fuga, os criminosos deixaram bombas pelo caminho, para dificultar a ação da polícia.

A detonação dos explosivos foi feita no bairro Água Branca, num aterro sanitário, longe da área residencial. Um homem de 25 anos foi atingido pelo acionamento de um dos artefatos, ainda no dia da ação, e foi levada para a Santa Casa de Araçatuba, onde teve os dois pés amputados e passou pela retirada de estilhaços do corpo. Segundo o boletim médico do hospital, o paciente relatou que se aproximou da bomba porque "pensou que o artefato era um celular".

A polícia diz ter encontrado 20 bombas espalhadas pela cidade e mais 19 dentro de veículos abandonados entre os municípios de Bilac e Gabriel Monteiro. Contando com o artefato que explodiu, somam-se 40.

Segundo o Gate, os explosivos têm alto poder destrutivo e são usados comumente na mineração. A PM informou que a área central da cidade segue isolada para uma "busca minuciosa por possíveis artefatos abandonados". A população foi orientada a continuar dentro de casa, sob risco de acionar alguma bomba ainda não identificada.

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Ao todo, houve cinco feridos, três mortos e dois presos. Além do morador ferido pela bomba, dois pacientes da Santa Casa estão sob escolta da polícia. Um deles, de acordo com o hospital, "despertou suspeita nos policiais" ao contar a versão sobre seus ferimentos no abdome e em uma das mãos.

Ainda na segunda-feira, a Polícia Federal reforçou a investigação do roubo e na busca dos criminosos que está sendo feita pela Polícia Civil.


Pânico em Araçatuba

Uma quadrilha espalhou terror pela cidade na madrugada de segunda-feira, num assalto a duas agências bancárias. Por mais de duas horas, os criminosos abordaram motoristas, fizeram reféns, amarraram pessoas em veículos, usaram outras como escudos e cercaram bases e viaturas da PM.

Moradores relataram ao Globo que a ação terminou entre 2h e 3h, mas a tensão permaneceu desde então em razão das bombas espalhadas pela cidade. A prefeitura decidiu suspender as aulas, e as escolas estaduais também fecharam. De acordo com o prefeito Dilador Borges (PSDB), a circulação de transportes foi suspensa na região central.

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