Explosivo utilizados em Araçatuba tem acionamento remoto e é comum em mega-assaltos
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Explosivo utilizados em Araçatuba tem acionamento remoto e é comum em mega-assaltos

O explosivo usado durante o assalto a agências bancárias na cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo, na madrugada desta segunda-feira, foi o metalon, um explosivo improvisado que pode ser acionado de forma remota . Segundo o tenente-coronel Valmor Racorti, comandante do Batalhão de Operações Especiais, que compreende o GATE e o COE, esse explosivo vem sendo empregado nos mega-assaltos recentes.

"O metalon pode ser acionado por celular ou por presença. Tem mais 13 explosivos 'quentes' na cidade. Estamos correndo para tentar entender a formatação desses explosivos. Tem algo diferente aí", disse Racorti. "Estamos tentando estudar para trabalhar da forma mais correta e profissional possível, visando a preservação da vida."

O metalon tem sido o preferido das quadrilhas ligadas a organizações criminosas do tráfico de drogas. Escolhido pela potência, é capaz de detonar de caixas eletrônicos a cofres de bancos, e sem destruir os prédios. O explosivo já foi usado em Araraquara, Botucatu, Ourinhos, Mococa e Jarinu, em São Paulo, além de Criciúma (SC) e Uberaba (MG).

De construção simples, o metalon é constituído de uma estrutura oca preenchida com explosivo e fechada nas pontas. Em uma das extremidades, são instalados o detonador e a espoleta. Boa parte deles é recheado com emulsão usada na explosão de rochas, mais fácil de desviar ilegalmente, segundo Racorti.

De acordo com o Batalhão de Operações Especiais, os cartuchos de emulsão foram empregados em 50% dos crimes com explosivos ocorridos no estado de São Paulo em 2020, seguidos de granadas (17%), simulacros (8%) e outros. De janeiro a abril deste ano, 64% das ocorrências com explosivo no estado tinham como alvos caixas eletrônicos; 21%, cofres; e 15% outros. 

Assalto

Três pessoas morreram durante o assalto nesta madrugada, segundo a Polícia Militar. Ainda não é possível saber a identidade das vítimas, se são suspeitos ou moradores da cidade. Depois do ataque, os criminosos abordaram motoristas, fizeram reféns, amarraram pessoas em veículos, usaram outras como escudos e cercaram bases e viaturas da PM, informa o G1.

Imagens que circulam em redes sociais mostram explosivos espalhados pelas ruas, criminosos atirando e a movimentação policial. Os bandidos teriam usado um drone na ação, para monitorar a atuação das forças de segurança. Eles fecharam alguns acessos à cidade. Algumas lojas foram danificadas.

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