Desaparecimento de meninos da Baixada Fluminense, no RJ, segue em investigação
Reprodução: Redes Sociais
Desaparecimento de meninos da Baixada Fluminense, no RJ, segue em investigação

A Polícia Civil admitiu pela primeira vez seguir uma única linha de investigação para apurar o sumiço de três meninos desaparecidos há quase oito meses em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A hipótese investigada é a de que os garotos tenham sido assassinados por traficantes de drogas do Complexo do Castelar, mesma comunidade onde moravam, próximo ao Centro do município. Segundo a investigação, os corpos das crianças teriam sido ocultados pelos criminosos.

Durante uma live transmitida, na noite desta quarta-feira, pelo deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL), o delegado Uriel Alcântara, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) , encarregado de investigar o caso, disse que outras linhas anteriormente seguidas já foram descartadas.

"A investigação, a gente não pode contar detalhes, mas ela amadureceu bem no que seria possível. Nós temos alguns pontos muito comprovados. A gente não tem todos os fatos elucidados, mas o que temos é comprovado, é tudo muito firme, muito consistente. A gente precisa caminhar um pouco mais nesta investigação, que já se encontra madura. Na linha de investigação hoje foram descartadas outras possibilidades . E se trabalha com a responsabilidade do tráfico de drogas, por ter matado estas crianças e de ocultar os corpos", disse o delegado, num trecho da live.

 Em 30 de julho, policiais da DHBF, bombeiros e mergulhadores vasculharam um trecho do Rio Botas, na divisa dos bairros de São Bernardo e Recantus, em Belford Roxo. Eles procuravam pelos três meninos, que segundo o depoimento de uma testemunha, teriam sido jogados no rio, dentro de sacos plásticos entregues por traficantes. Na ocasião, restos de uma coluna foram encontrados e encaminhados para o laboratório da Polícia Civil.

No entanto, o resultado do exame apontou que se tratavam apenas de pedaços da cauda de um animal. A polícia ainda não divulgou quando novas buscas serão feitas no Rio Botas. Mas, admitiu ter provas que a motivação estaria ligada a um furto de uma gaiola.

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"Muita coisa já foi materializada, o que permitiu afastar outras linhas de investigação e trabalhar com esta hipótese (de que os meninos foram assassinados por traficantes). Então, o fato (motivação) seria uma subtração de uma gaiola de passarinhos. A gente tem ações de inteligência que tiram provas neste sentido. A gente tem depoimentos testemunhais que geraram provas neste sentido, disse o delegado, em outro trecho da live.

Lucas Matheus, de 9 anos, Alexandre Silva, de 11, e Fernando Henrique, de 12, sumiram no dia 27 de dezembro. Eles foram vistos pela última vez em uma feira do Bairro Areia Branca, também em Belford Roxo. Moradores do Morro do Castelar, os meninos ainda foram flagrados por uma câmera de segurança quando estavam a caminho da feira. Pelo menos duas testemunhas também afirmaram, ao prestar depoimento na DHBF, ter visto os garotos no local.

Apesar de não ter ainda fechado a investigação, e de não ter localizado corpos, a Polícia Civil acredita que os meninos tenham sido mortos dentro da comunidade, após retornar da feira.

"A gente sabe desde o início que, por uma série de diligências, por questões que ocorreram na feira, exatamente naquele local ( na feira) não seria um local onde algo poderia ter acontecido de forma violenta, que chamasse atenção", disse o delegado.

O EXTRA ligou para a família das crianças para saber o que elas achavam na única linha investigada pela polícia, mas não conseguiu falar com nenhuma das mães. No último dia 30 de julho, quando policiais e bombeiros realizaram buscas pelos garotos no Rio Botas, as famílias optaram por não acompanhar a ação.

Na ocasião, de acordo com a Defensoria Pública, elas optaram por não ir ao local por acreditar que os meninos ainda estejam vivos.

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