Deputado estadual Humberto Teófilo recusa vacina
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Deputado estadual Humberto Teófilo recusa vacina

O deputado estadual Humberto Teófilo (PSL-GO) se recusou a tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em Goiânia e foi para o fim da fila de imunização. Já no centro de saúde, ao saber que receberia a CoronaVac, o parlamentar se recusou a ser vacinado.

Em vídeo, Teófilo aparece dizendo à profissional da saúde que "essa eu não vou tomar não". Quando ela responde que ele precisaria assinar um termo de desistência, ele responde: "também não". A profissional responde, então, que ela mesma assinaria como testemunha. Assista:

O caso aconteceu na última quinta-feira (29) e, ao Uol, o deputado disse que não sabia qual vacina seria aplicada quando fez o agendamento no aplicativo da Prefeitura de Goiânia.

"Essa vacina eu não tomo, as outras sim. A eficácia da CoronaVac não chega a 40% e, ao que tudo indica, quem for imunizado com ela terá que receber uma terceira dose reforçada da Pfizer ou da AstraZeneca", disse o parlamentar ao Uol.

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A CoronaVac é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Por enquanto, não há confirmação sobre a necessidade de terceira dose de qualquer vacina contra a Covid-19 utilizada no Brasil.

Quanto à eficácia da CoronaVac, o valor apresentado pelo parlamentar não é real. Dados iniciais mostram que o imunizante oferece 100% de eficácia para não adoecer gravemente, 78% para previnir casos leves e 50,38% para qualquer risco de adoecer.

Na prática, estudos já mostram eficácia de 71% contra mortes, 59% contra hospitalização e 41% contra qualquer sintoma da Covid-19. A CoronaVac também apresenta bons resultados laboratoriais contra a variante Delta do novo coronavírus, que preocupa o mundo todo.

Por decreto da Prefeitura de Goiânia, quem se recusa a tomar a vacina contra a Covid-19 vai par o fim da fila de imunização, o que aconteceu com o deputado. "Vou ingressar com um mandado de segurança. Tenho que ir para uma fila de espera, não para o fim da fila. Exerci meu direito. Deveria ter duas vacinas disponíveis para a escolha da pessoa", disse o parlamentar ao Uol.

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