Não houve vítimas, mas parte da produção audiovisual brasileira foi comprometida
Reprodução/Bombeiros
Não houve vítimas, mas parte da produção audiovisual brasileira foi comprometida


No último dia 20 de julho, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) alertou o governo federal sobre o risco de incêndio no galpão da Cinemateca, localizado na Vila Leopoldina, zona oeste da capital paulista. Nove dias depois, na noite desta quinta-feira (29), o imóvel pegou fogo . Não houve feridos, mas grande parte do acervo audiovisual brasileiro foi perdido pelo ocorrido.

De acordo com a capitã dos bombeiros, Karina Paula Moreira, em entrevista à GloboNews, o incêndio começou no primeiro andar, onde fica uma das salas de acervo histórico de filmes. Ainda segundo ela, tal parte é dividida entre três salas, sendo que uma delas possuía filmes datados de 1920 a 1940. Deste material, quase nada deve ser recuperado. No entanto, o acervo que estava localizado no térreo foi preservado em boa parte.

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Mário Frias

Secretário Especial de Cultura do Governo Federal, Mario Frias utilizou o Twitter para se pronunciar sobre o incêndio. Segundo ele, uma perícia já foi solicitada - para verificar se houve crime ou não.

"Já solicitei a perícia da Polícia Federal, que irá tomar as devidas providências para verificar se o incêndio na Cinemateca foi criminoso ou não. Tenho compromisso com o acervo ali guardado, por isso mesmo quero entender o que aconteceu", disse.

Por outro lado, famosos criticaram a gestão do presidente Jair Bolsonaro  (sem partido) pelo incêndio, lembrando que os trabalhadores do local, a exemplo do MPF-SP, também alertaram sobre o risco de incêndio.


Outro que fez coro às críticas foi o governador paulista João Doria (PSDB): "O incêndio na Cinemateca de São Paulo é um crime com a cultura do país. Desprezo pela arte e pela memória do Brasil dá nisso: a morte gradual da cultura nacional", afirmou o tucano.

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