Júlia Lotufo e Adriano da Nóbrega
Reprodução
Júlia Lotufo e Adriano da Nóbrega

As promotoras do caso Marielle , Simone Sibílio e Leticia Emile, listaram contradições encontradas no dossiê entregado ao procurador-geral da Justiça do Rio de Janeiro, Luciano Mattos. O processo levou à delação premiada de Júlia Lotufo, viúva miliciano Adriano da Nóbrega, que diz saber quem mandou matar a vereadora .

Inicialmente, as promotoras destacaram que Júlia procurou o Ministério Público do Rio (MPRJ) dizendo que queria dar revelações sobre o esquema de “rachadinha” em gabinetes da Alerj, e não sobre o assassinato de Marielle Franco.

Júlia Lotufo também teria apresentado duas versões diferentes sobre o mandante do assassinato. Na primeira, Marielle teria sido vítima de um “consórcio de matadores” patrocinado pelo ex-vereador do Rio Cristiano Girão , pelo vereador Marcelo Siciliano e pelo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Domingos Brazão.

Depois, ao ser confrontada com o fato de que Siciliano e Brazão são rompidos, Júlia disse que Girão seria o mandante do crime. A motivação, segundo a viúva de Adriano, teria sido a contrariedade com a atuação da vereadora nas favelas da Gardênia Azul e Cidade de Deus. Girão nega.

Nos bastidores, há o temor de que o depoimento de Júlia Lotufo levante suspeitas falsas para desviar propositalmente o foco das investigações.

- Com informações do colunista Lauro Jardim, de O Globo.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários