Polícia Militar de São Paulo registrou a menor letalidade em oito anos após adotar o uso das câmeras nos fardamentos dos oficiais
Reprodução/Governo de São Paulo
Polícia Militar de São Paulo registrou a menor letalidade em oito anos após adotar o uso das câmeras nos fardamentos dos oficiais

O alto comando da Polícia Militar do Distrito Federal , bem como a Secretaria de Segurança Pública (SSP), receberam na última sexta-feira do Ministério Público uma recomendação para que os oficiais da capital federal passem a adotar o uso das ' câmeras corporais' em suas fardas durante a atuação policial. As informações são da jornalista Camila Mattoso.

Isso porque, segundo a SSP de São Paulo, no primeiro mês de uso das câmeras, a Polícia Militar paulista registrou a menor letalidade em oito anos. Em 134 batalhões, houve uma queda de 54% no número de mortes e, 18 deles, as mortes em confrontos foi a zero, incluindo em ações da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar).

A medida 'grava-tudo', porém, foi alvo de críticas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Segundo o parlamentar, "câmeras ligadas 100% do período q o PM estiver trabalhando vai desestimulá-lo. Não vai tardar e a sociedade sentirá os efeitos."

O comando da Polícia Militar de São Paulo rebatou as críticas do filho do presidente e defendeu a medida. Robson Cabanas Duque, coronel e gerente do programa, ressaltou que o "objetivo do sistema é proteger o policial, garantir transparência para a população, fazer com que o comportamento do policial se torne cada vez mais profissional. Para o mau policial, é um inferno na vida dele. Acabou. Essa pessoa vai pedir baixa [demissão]."


A ação do Ministério Público do Distrito Federal é assinada pelos promotores através dos promotores Nisio Edmundo Tostes, Paulo Gomes de Sousa e Flávio Milhomen.

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