Hospital da Restauração, no Recife
Divulgação/Secretaria de Saúde de Pernambuco
Hospital da Restauração, no Recife

A paciente Roberta Silva, internada no Hospital da Restauração em Recife há seis dias, passou pela segunda amputação dos membros superiores nesta quarta-feira, dia 30.  Ela teve 40% do corpo queimado em um caso que virou símbolo da luta contra a transfobia , na semana em que é lembrado o orgulho LGBTQIA+ . Nas redes, a história repercutiu com a hashtag #JustiçaPorRoberta.

Roberta, mulher trans , já havia amputado o braço esquerdo, desde a altura do ombro. Desta vez, a cirurgia vascular removeu parcialmente o braço direito. Segundo a unidade de saúde, a equipe médica conseguiu manter a parte acima do cotovelo. Seu estado continua grave.

Na noite desta quarta-feira, a vítima se recupera na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e tem previsão de retornar à Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) ao longo da quinta-feira.

O hospital informou que Roberta deu entrada à 1h10 do dia 24 de junho na unidade de trauma com queimaduras nos dois braços e em partes do tórax, abdome e perna esquerda. O primeiro procedimento foi buscar a estabilização da paciente, levada para a UTI para passar por curativos. Na sequência, ela foi para a UTQ para passar pela retirada dos tecidos mortos de sua pele. Apesar das tentativas por melhorar seu estado, não foi possível salvar o braço esquerdo, que estava muito comprometido, tendo as chamas atingido os músculos também.

Quando Roberta foi queimada, de madrugada, é possível que estivesse dormindo, pois estava enrolada em um cobertor, cujo material está relacionado a outra preocupação dos médicos, pois a inalação da fumaça produzida pelo tecido sintético do qual ele era feito complica a questão respiratória. A vítima vivia em situação de rua e, segundo a polícia, foi ferida por um adolescente.

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