Ministro do Supremo Tribunal Federal concedeu entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura
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Ministro do Supremo Tribunal Federal concedeu entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, participou do programa Roda Viva, na última segunda-feira (21), e defendeu o mandato do presidente Jair Bolsonaro . Segundo o decano, "os brasileiros escolheram esse presidente" e é preciso "apoiá-lo no que houver de positivo".

Entrevistado pela terceira vez no programa, o magistrado ressaltou que torce pelo andamento do governo federal. De acordo com Marco Aurélio, "não avançaremos se tivermos tumultos maiores, quer no campo criminal comum, quer no campo político. É aguardar, buscar apoiá-lo no que houver de positivo nos atos e aguardar o que nós teremos em 2022."

O ministro da Suprema Corte, ainda, e mostrou contrário a possibilidade de afastamento ou de prisão de Jair Bolsonaro (sem partido), pois a repercussão internacional para o Brasil seria "péssima".

Ao ser questionado sobre a economia brasileira, o decano considerou que a seu andamento "não está tão ruim, considerando a fase vivenciada".

A pandemia do novo coronavírus - bem como a gestão do presidente no combate ao covid - se fez presente nas discussões. Marco Aurélio ressaltou que o 'negacionismo' de Bolsonaro causou uma "sinalização de insegurança" ao país. "Evidentemente quando o presidente negou a existência da pandemia, nós ficamos à reboque, inclusive quanto à aquisição de vacinas. O ideal seria realmente termos vacina para todos, indistintamente. Mas não é o que ocorre".


Por fim, o decano defendeu a utilização das urnas eletrônicas como método do processo eleitoral, já que "ele [Bolsonaro] foi eleito considerado esse sistema. O que nós tínhamos anteriormente? Nós tínhamos cédulas. O manuseio da cédula para apuração dos votos, e a interferência passo a passo do homens. Quando há interferência do homem, principalmente em uma disputa eleitoral, é possível termos distorções. De lá para cá não tivemos uma única impugnação minimamente séria, procedente, quanto à fidelidade do voto depositado na urna eletrônica pelo eleitor".

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