Ex-ministro Edison Lobão
Marcos Oliveira/Agência Senado
Ex-ministro Edison Lobão

A Justiça do Distrito Federal rejeitou parte da denúncia da Lava Jato contra o ex-ministro Edison Lobão , seu filho Marcio Lobão e outras seis pessoas acusadas de supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso da Transpetro. O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal do DF, entendeu que o caso era de ‘rejeição parcial por manifesta ausência de justa causa’, e considerou prescritos alguns crimes imputados aos acusados.

No banco dos réus, foram colocados apenas o filho do ex-ministro,  Marcio Lobão,  e o proprietário da Galeria Almeida & Dale, Carlos Dale Junior , por suposto crime de lavagem de dinheiro pela compra e venda de uma obra de arte chamada ‘Amazonino Vermelho’.

Também foram rejeitadas outras três de quatro acusações de lavagem de dinheiro lançadas contra Márcio Lobão.

Em nota, os advogados de defesa alegaram que a denúncia se baseou na "controversa delação premiada de Sérgio Machado, que a defesa sempre reputou absurda, oportunista e mentirosa".

Confira, abaixo, a íntegra da nota da defesa dos acusados

Nesta quinta-feira (10/6) a Justiça Federal de Brasília rejeitou denúncia de corrupção oferecida contra o ex-Ministro Edison Lobão no caso Transpetro, reconhecendo a extinção de punibilidade, bem como de seu filho Márcio Lobão pelo mesmo crime, afirmando que as acusações não foram comprovadas em relação a esse.

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Também foram rejeitadas três de quatro acusações de lavagem de dinheiro lançadas contra Márcio Lobão, sendo que essa última está igualmente fadada a um breve arquivamento, pois não resistirá aos fatos verdadeiros que serão prontamente apresentados pela defesa.

Vale lembrar que a denúncia se baseou na controversa delação premiada de Sérgio Machado, que a defesa sempre reputou absurda, oportunista e mentirosa. Importante salientar como é danoso o uso irresponsável do instituto da delação, que em muitos casos se presta tão somente a atacar reputações, destruir famílias, empresas e a respeitabilidade pública dos cidadãos.

O caso Transpetro foi massivamente divulgado pela imprensa como um grande escândalo, com buscas e apreensões megalomaníacas e espalhafatosas, tudo gravado e transmitido ao vivo em rede nacional, atacando violentamente a família Lobão, suas atividades políticas e empresariais e causando uma tragédia familiar irrecuperável.

O mau uso da colaboração e o abuso acusatório são escancarados nesse caso. A acusação remanescente de lavagem se refere a uma obra de arte declarada por Márcio Lobão em imposto de renda por R$ 40.000,00. Na deflagração da operação, o Ministério Público afirmou que tal obra estaria avaliada em R$ 200.000,00, para assim servir à falaciosa imputação de lavagem. Meses depois, em nova avaliação pela perícia oficial da PF, a mesma obra fora avaliada em R$ 53.000,00, o que demonstra o erro grosseiro da acusação.

Hoje a Justiça foi feita, ainda que tardia, mas em tempo. Em meio a espetacularização do processo penal, da avalanche punitivista criminosa que a Operação Lava Jato tentou imprimir no país, foi fundamental resistir e agora é necessário lançar holofotes a tais absurdos e criticar de forma contundente o modo de agir de alguns membros dessas forças tarefas, que tentaram fulminar reputações e a honradez do ex-Ministro e de seu filho. Não conseguiram.

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay.
Roberta C. Castro Queiroz
Marcelo Turbay
Liliane de Carvalho

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