Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes
Fernando Frazão/Agência Brasil
Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes

RIO —  A crise na segurança pública do Rio foi um dos principais temas abordados pelo governador Claudio Castro e o prefeito Eduardo Paes em um painel digital nesta quinta-feira, em um hotel em Copacabana. Paes frisou que o problema afeta a percepção sobre a cidade o estado. "Não pode mais ser aquela história de "ou tiro na cabecinha, ou a sociologia" , frisou. Já Castro apontou as medidas tomadas para a redução dos índices de criminalidade, com combate ao tráfico e à milícia. O evento foi promovido pela rádio Band News FM no Hotel Fairmont e teve como norte a retomada econômica e social do Rio.

Em refência a uma declaração feita no passado pelo ex-secretário de segurança José Mariano Beltrame, de que a prefeitura não entrou junto do projeto das UPPs, Paes disse que esta foi uma desculpa encontrada para o que já estava fracassando:

"Aquilo foi uma desculpa para a incompetência. Historicamente, a gente tem visto os governantes do Rio fazerem justificativas das mais variadas possíveis, menos assumir a responsabilidade. Nós temos um problema de segurança pública que afeta a percepção sobre a cidade o estado. Não pode mais ser aquela história de "ou tiro na cabecinha, ou a sociologia", não dá. Esse problema tem que ser enfrentado da maneira que o governador está falando aqui. Óbvio que o mundo ideal ali no Jacarezinho era que 25 pessoas tivessem sido presas e não mortas pelo estado. Eu não conheço as circunstâncias do que aconteceu ali.

Sobre a ação no Jacarezinho da Polícia Civil, a mais letal da História do Rio, Castro afirmou que uma investigação está em curso para apurar o que aconteceu. Ele destacou que hoje o estado busca enfrentar o tráfico com medidas como asfixia financeira e prisão dos chefes das quadrilhas:

"Não adianta tentar achar um culpado. Se fosse fácil, alguém já tinha resolvido. A fórmula que a gente achou hoje é a da asfixia financeira, da prisão das lideranças, impedir que armas e drogas entrem no Rio e ter uma polícia bem treinada. Na época da UPP, entraram 10 mil policiais militares de uma vez só. Como é que você põe 10 mil policiais para dentro? Com certeza, foram mal treinados. Hoje, nos aumentamos a duração nos cursos e isso vai dar um resultado melhor. Já está dando."

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De acordo com Castro, os índices de segurança pública estão melhorando mensalmente, com queda de 18% dos roubos de carga este ano. Ele mencionou ainda que foram mais de 600 milicianos presos; e houve bloqueio de R$ 1,5 bilhão de bens de empresas e pessoas físicas ligadas à milícia.

O governador também citou o programa Segurança Presente como um dos pontos do projeto para melhorar a segurança pública e anunciou que, no próximo mês, pretende implantar o programa Bairro Seguro, de policiamento local, fora das áreas turísticas, além de uma novo modelo de ocupação das comunidades diferente das UPPs.

"E não pode ser uma ocupação simplesmente feita pela Polícia Militar. Se não tiver a Polícia Civil junto e um processo de investigação, de asfixia financeira (do crime). Por exemplo: o Rio de Janeiro não produz arma nem droga, e isso entra por onde? Pela Baía da Guanabara e pelas estradas. Então você tem que ter uma união do governo federal com o do estado. Tem que ser um trabalho coletivo", disse o governador.

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