Embora negue que tenha presenciado ou tomado conhecimento de qualquer agressão do irmão, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), ao enteado Henry Borel Medeiros, Thalita Fernandes Santos disse que a cunhada, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, contou que o menino tinha dificuldade de “aceitar o relacionamento” do casal. A informação consta no depoimento prestado pela fisioterapeuta, nesta quarta-feira, dia 14, na 16ª DP (Barra da Tijuca).

No documento, ao qual o EXTRA teve acesso, Thalita contou conhecer Monique desde novembro, quando Jairinho a apresentou à família como sua namorada. Ela afirmou ter ido três vezes ao apartamento 203 do bloco I do condomínio Majestic, no Cidade Jardim, alugado por eles. Sobre “desentendimentos” do casal, a fisioterapeuta disse que “soube” que tinham, como em qualquer relação normal.

Ao ser perguntada se Jairinho já fez algum comentário sobre Henry, a moça respondeu que não, mas que Monique revelou ter levado o menino a um acompanhamento psicológico pela dificuldade que ele tinha de aceitar a relação da mãe com o parlamentar. Thalita negou ter visto ou presenciado qualquer comportamento anormal entre a família.

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Thalita contou ainda ter passado o carnaval com o irmão, em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense. Na ocasião, soube de uma briga que quase teria feito Jairinho desistir da viagem. Eles viajaram sozinhos e, no dia seguinte, Monique voltou ao Rio para buscar o filho. A fisioterapeuta disse ter sido informada da morte do menino pela mãe, quando o vereador a telefonou, por volta de 5h do dia 8 de março, quando estava no Hospital Barra D’Or.

Ela relatou que o irmão estava “angustiado” e disse que a criança havia passado mal. Dias depois, com a liberação do exame de necropsia, que apontou hemorragia interna e laceração hepática, ele falou acreditar que Henry poderia ter caído da cama.

Sobre a declaração da babá Thayna de Oliveira Ferreira, que disse ter sido procurada por Thalita para que fosse à sua casa, onde teria ouvido da fisioterapeuta para não contar tudo o que sabia sobre as agressões, ela informou que deveria ser dita “a verdade”. E negou que a funcionária tenha lhe relatado ter visto algo “anormal” ou algum “evento estranho”.

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