Crianças sentadas no corredor da escola no momento em que acontece um tiroteio na Escola Municipal Sobral Pinto, na Praça Seca, RJ
Reprodução/ Twitter
Crianças sentadas no corredor da escola no momento em que acontece um tiroteio na Escola Municipal Sobral Pinto, na Praça Seca, RJ

Crianças sentadas, com as mãos nos ouvidos e muito assustadas. Essa cena é vista em um vídeo gravado dentro de uma escola em uma comunidade do Rio de Janeiro . As imagens foram publicadas pelo ativista Renê Silva, fundador do "Voz da Comunidade" nesta segunda-feira (22), e viralizaram nas redes sociais.

Os meninos e meninas estavam em um dos corredores da Escola Municipal Sobral Pinto, na Praça Seca, Zona Oeste. O tiroteio ocorreu na sexta-feira (19), segundo comentou Renê na postagem feita no Twitter.

Na gravação, a professora orienta as crianças a permanecerem agachadas e separadas, justamente devido ao distanciamento social necessário em meio à pandemia da Covid-19.

"É muito perigoso o que está acontecendo. Vem pra cá. Não é para ficar juntinho, por causa do coronavírus. Infelizmente a gente tem que ficar nessas condições. Sentados no corredor da escola tendo que manter o distanciamento e ao mesmo tempo tendo que se proteger dos tiros que são constantes, todas as tardes aqui na Rua Barão", diz a professora.

Uma das crianças, então, indaga a professora:

"Tia, como a gente vai saber onde estão os tiros?".

"A gente não sabe, os tiros estão em todas as partes", responde ela.

Ao publicar o vídeo, Renê Silva fez um desabafo e foi firme para que as pessoas entendam o contexto ainda complicado para quem mora em uma favela durante a pandemia do Coronavírus .

"Vocês conseguem entender a complexidade que é viver numa favela? As crianças no corredor para se proteger dos tiros. A professora preocupada com o distanciamento por causa da Covid... É isso, a realidade da desigualdade social!!!", disse o ativista no Twitter.

O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha , aproveitou a postagem de Renê para falar do assunto e criticou a política de segurança pública do governo do estado do Rio.

"Além dos grandes desafios educacionais, temos o problema crônico da violência no Rio. Não adianta insistir numa política de segurança pública ineficiente, do confronto pelo confronto, que prejudica os mais pobres e não está integrada com outras áreas, especialmente a Educação", escreveu no Twitter.

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