Ex-soldado do Exército acusado de trabalhar para o PCC é condenado a 20 anos
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Ex-soldado do Exército acusado de trabalhar para o PCC é condenado a 20 anos

A Justiça condenou o ex-soldado do Exército Manoel Renan Resende dos Santos a 20 anos de prisão. Ele é acusado de ser armeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), em Santos, um dos principais redutos da maior facção criminosa do Brasil. A decisão ainda cabe recurso da defesa do ex-soldado.

Ele foi preso em 10 de junho do ano passado após denúncia anônima. Segundo investigações da Polícia Civil, ele fazia manutenção de armas, montagens de explosivos e dava treinamentos militares para membros do PCC.

Na casa do ex-soldado, os policiais apreenderam uma pistola 9mm, munições de fuzil, granada, rádio comunicador, 400 gramas de cocaína, contabilidade do tráfico de drogas e fardamento do Exército. As investigações apontaram ainda que o ex-soldado também era o responsável pela vigilância e segurança de vários pontos de drogas de traficantes do PCC.

A defesa de Resende afirma que não existe fotos, escutas telefônicas, provas testemunhais ou anotações suspeitas que denotem a ocorrência de conduta criminosa praticada por ele.

No entendimento do juiz que proferiu a decisão, o ex-soldado "se dedicou a ensinar criminosos a manusear armamentos para proteger a organização criminosa e atacar policiais".

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