Deputada federal Bia Kicis (PSL-DF)
Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Deputada federal Bia Kicis (PSL-DF)

Em uma sessão remota tumultuada, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) foi escolhida formalmente, por 41 a 19, para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Outros deputados votaram em branco. A comissão tem 66 integrantes.

"Quero eternizar neste momento os valores como paciência e fé", disse Bia ao assumir comissão, prometendo ser uma presidente serena e democrática.

A sessão foi aberta com o deputado Felipe Francischini (PSL-PR) na presidência da sessão remota. No entanto, questionado por não ser membro da CCJ mas ex-presidente do colegiado, ele foi substituído pelo deputado Mauro Lopes (MDB-MG) que estava presencialmente na Câmara. Tanto Francischin com Lopes indeferiram a candidatura avulsa da deputada Fernanda Melchior (PSOL-RS).

"Nós temos que respeitar a decisão de líderes. Podem recorrer, é matéria vencida", disse Mauro Lopes.

Na reunião de líderes ontem, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ameaçou retaliar qualquer partido que fizesse manobras para desfazer o acordo de líderes para indicação de Bia.

A deputada Melchior questionou o indeferimento de sua candidatura justificando que não existe limitação para candidatura.

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"O PSOL não faz parte do acordo. Não não temos como dar apoiar a uma extremista que é investigada no STF", disse a parlamentar.

Bia Kicis é investigada em inquérito que tramita no STF sobre atos antidemocráticos. O relator, ministro Alexandre de Moraes, já determinou o depoimento da parlamentar, que foi interrogada no ano passado pela Polícia Federal. Ela também é investigada em outro inquérito conduzido por Moraes, que investiga a disseminação de ataques e notícias falsas sobre ministros do Supremo.

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