Caixas de ivermectina
Eduardo Valentei/Shoot/Agência O Globo
Caixas de ivermectina

Levantamento feito pelo Conselho Federal de Farmácia (CFC) divulgado no mês de fevereiro mostrou que no estado de Pernambuco houve um grande aumento de compra de  remédios sem eficácia contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2).

A ivermectina , em relação a 2019, registrou aumento de 615% em 2020. Os números superam a média nacional, que ficou em 557%. A hidroxicloroquina, amplamente divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), teve aumento de 81% no estado.

A FDA, agência regulatória dos Estados Unidos , contraindica a Cloroquina desde o ano passado, alertando para graves efeitos colaterais, como arritmia e lesão nos rins.

Em relação a Ivermectina, que tem como principal função agir contra parasitas internos, como sarna e piolho, não é eficaz contra a Covid-19 .

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A farmacêutica Merck, responsável pela fabricação da medicação, declarou em comunicado emitido recentemente “que não há dados disponíveis que sustentem a eficácia do vermífugo contra a Covid-19”.

Frederico Fernandes, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, publicou em suas redes sociais um relato de um jovem, com sintomas leves de Civd-19, que ao tomar uma ‘superdose’ de Ivermectina, teve piora no quadro de saúde:

“Muito triste ver uma pessoa jovem a ponto de precisar de transplante [de fígado] por usar uma medicação que não funciona em uma situação que não precisa de remédio algum”, relata o médico.

 “A diferença entre veneno e remédio é a dose, todos eles têm toxicidade. É preciso regular a dosagem e administrar em quem realmente precisa e para sua real finalidade”, alerta José de Arimatéia Rocha Filho do Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE) sobre o uso dos medicamentos.


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