Prisão do deputado Chiquinho da Mangueira durante operação Furna da Onça
Márcia Foletto/Agência O Globo
Prisão do deputado Chiquinho da Mangueira durante operação Furna da Onça

Com a mudança de relatoria da Operação Furna da Onça , na última segunda-feira (11), a força-tarefa da Lava-Jato tem esperança de que o processo contra cinco então deputados estaduais finalmente entre na fase de instrução, com a convocação de pessoas citadas nos autos para depor.

O desembargador Marcelo Granado, da 1ª Seção Criminal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), assumiu a relatoria em substituição ao desembargador Paulo do Espírito Santo, que se declarou suspeito para seguir no caso.

A ação penal, iniciada em dezembro de 2018, não tem movimentação há dois anos. São réus no TRF-2 os então deputados Andre Corrêa, Coronel Jairo, Chiquinho da Mangueira, Marcos Abrahão e Marcus Vinícius Nescau. Eles são acusados de corrupção , lavagem de dinheiro e organização criminosa em esquemas envolvendo nomeações viciadas e pagamentos de propinas a deputados em troca de apoio aos governos Cabral (2007-2014) e Luiz Fernando Pezão (2014-2018), segundo denúncia do Ministério Público Federal. O processo contra os demais réus corre na 7ª Vara Federal Criminal, do juiz Marcelo Bretas.

Espírito Santo afirmou, em despacho na última semana, que, no período em que ficou afastado por ter contraído a Covid-19, tomou conhecimento de alguns fatos sobre a Lava-Jato que o impedem de, daqui para frente, continuar atuando no caso.

“O contexto que outrora norteava minha atuação na referida operação foi alterado, de maneira que a isenção que regeu minha atuação até aqui não é mais a mesma, obstando, assim, minha atividade judicante nos feitos relativos àquela operação", afirmou o desembargador, sem dar mais detalhes de quais fatos impedem sua atuação no caso.

Dos deputados citados, procurados pelo GLOBO, apenas um respondeu, André Corrêa: “Sou inocente. Quem me conhece confia .Tenho tido muita solidariedade. Quando tiver a chance de ser ouvido, olho no olho, tenho convicção que todo esse sofrimento, sobretudo da minha família vai passar. Confio na Justiça do meu País”.

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