No geral, casamentos tiveram queda no Brasil de 2018 para 2019
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No geral, casamentos tiveram queda no Brasil de 2018 para 2019

O número de casamentos homoafetivos tiveram queda em 2019, após a quantidade das uniões entre pessoas do mesmo sexo registrarem uma alta de 62% no ano de 2018. À época, o aumento foi possível após uma escalada nos meses finais daquele ano, após a vitória do então candidato Jair Bolsonar o. Havia a expectativa de que medidas que dificultassem essas uniões fossem criadas.

De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (9) na pesquisa Estatísticas do Registro Civil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  (IBGE), os números interromperam a trajetória de ascensão anual que vinha sendo consolidada. No ano passado, foram realizados 9.056 casamentos entre pessoas do mesmo sexo, ante 9.520 no ano anterior.

Ao contrário dos vínculos entre sexos diferentes, esses casos cresciam ano a ano, na contramão da tendência geral de queda de casamentos. Mesmo com a diminuição no ano passado, o número ainda é bem maior que os 5.887 observados em 2017. Isso mostra que os registros pós-eleição de Bolsonaro tiveram alta mais acentuada.  

Quando são considerados todos os tipos de casamento, o Brasil voltou a observar uma diminuição. Foi a quarta queda consecutiva na comparação anual. Desta vez, 2,7% de diferença negativa em relação ao ano anterior. Ao todo, pouco mais de 1 milhão de casais se formaram em 2019.

Outra mudança que vem ocorrendo é a idade com que as pessoas se casam. A pesquisa mostra que as pessoas começam a fazer isso cada vez mais velhas. Aos poucos, começa a haver maior incidência nos casos de homens e mulheres com mais de 40 anos que decidem se juntar. No caso dos homens, um a cada quatro já está nessa faixa etária. Já entre as mulheres, cerca de uma a cada cinco.

Essa mudança na vida das mulheres também tem as levado a ser mães cada vez mais velhas. Atualmente, 37% das mulheres que dão à luz têm mais de 30 anos, sendo 3,4% acima dos 40. O patamar das que se localizam na faixa etária dos 30 ao 34, inclusive, já é quase igual ao das de 20 a 24, com percentuais de 21% e 24%, respectivamente.

O Norte é a área do Brasil que mais preocupa em relação a mulheres que dão à luz muito jovens. Enquanto o País tem 14% de mães com menos de 20 anos, a região apresenta cerca de 20% nessa faixa etária.

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