Incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso
Fabiano Rocha / Agência O Globo
Paciente é resgatado de incêndio no Hospital de Bonsucesso

Uma fumaça preta e espessa invadiu as salas de centros cirúrgicos enquanto o incêndio atingia o prédio central do Hospital de Bonsucesso , na Zona Norte do Rio, na manhã desta terça-feira (27). Clínico geral da instituição desde 1978, dr. Julio Noronha estava no local quando a fumaça surgiu e ajudou na remoção de pacientes que precisaram ser retirados em macas e em lençóis na pressa de evitar uma tragédia.

O médico afirma que a fumaça entrou pela tubulação e chegou até o quinto andar, justamente onde se localizava os blocos cirúrgicos.

Ao todo, 162 pacientes do prédio 1 foram levados para o prédio 2, onde há um Centro de Terapia Intensiva, até a chegada do Corpo de Bombeiros. Ao EXTRA, o médico conta que estava do lado de fora quando viu tudo acontecer e correu para ajudar.

"O hospital foi invadido por essa fumaça , que era preta e espessa. Era muito intensa. Dizem que entrou pelo condutor de ventilação e se espalhou muito rápido. E aquilo foi um sinal de alerta. No bloco cirúrgico, onde pacientes eram atendidos, anestesistas e cirurgiões imediatamente começaram a evacuar as salas, localizadas no quinto andar. Depois, outras áreas foram evacuando do prédio central também", diz o médico.

Segundo Dr. Noronha, os pacientes foram levados, em um primeiro momento, para Praça da Liberdade, que fica dentro do hospital. Dali, a direção do HFB, Samu e a Secretaria Municipal de Saúde trabalharam para orientar nas transferências dos pacientes.

"Os casos de Covid-19 menos graves foram encaminhados para o Hospital de Campanha da Fiocruz. Mas os mais graves foram levados para outras unidades do município. Os bombeiros ainda estão lá, jogando água e tentando apagar. Mas o vento também leva a fumaça para o outro lado, faz ela descer para o pátio, isso prejudica a visibilidade também".

A maior preocupação foi na remoção desses pacientes , principalmente por causa da fumaça inalada e nas condições de um paciente em estado grave. "A preocupação é com esses pacientes graves. Mudar de um CTI para o outro, tem a situação respiratória. É uma situação atípica", diz.

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